Combustíveis

FUP culpa Bolsonaro pelo novo reajuste no preço do óleo diesel

Segundo a Federação Única dos Petroleiros, o presidente Bolsonaro "debocha do povo brasileiro ao esconder que o único responsável pelos aumentos absurdos nos preços dos combustíveis é ele mesmo"

Isabel Dourado*
postado em 09/05/2022 18:56
 (crédito:  Ed Alves/CB)
(crédito: Ed Alves/CB)

A Federação Única dos Petroleiros comentou, nesta segunda-feira (9/5), o reajuste no preço do óleo diesel de 8,8% divulgado pela Petrobras e que começa já começa a valer amanhã. O órgão aproveitou para fazer críticas contundentes à Política de Preço de Paridade de Importação (PPI).

“O presidente Jair Bolsonaro debocha do povo brasileiro ao esconder que o único responsável pelos aumentos absurdos nos preços dos combustíveis é ele mesmo”, publicou a FUP em nota à imprensa.

“A equivocada política de preço de paridade de importação é obra nefasta do Executivo. Ou seja, o PPI não é fixado por lei como quer fazer o Presidente da República. O PPI foi criado por Michel Temer em outubro de 2016 e mantido por Bolsonaro. O novo aumento do diesel anunciado nesta segunda-feira (9) é mais uma medida com impactos cruéis sobre a inflação e que contribui ainda mais para a explosão dos preços da comida dos brasileiros”, afirmou o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar.

Na visão de economistas, o reajuste do diesel vai impactar diretamente na estrutura produtiva e principalmente no frete de produtos.

“O diesel já subiu 49% em 12 meses. Então, qualquer reajuste que a gente tenha daqui para frente pesa mais na estrutura produtiva. A gente sabe que a prestação de serviços, o frete, em especial e o movimento das máquinas agrícolas, tudo isso tende a ficar mais caro, subir de preço e isso acaba espalhando as pressões inflacionárias”, afirmou o economista da FGV André Braz.

“Bolsonaro mente mais uma vez quando diz não poder mudar o PPI. A Petrobras não é forçada a utilizar o PPI. Bolsonaro não muda a política de preços porque não quer desagradar acionistas privados”, concluiu Bacelar.

*Estagiária sob a supervisão de Andreia Castro

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