FRANQUIAS

Franquias de coworkings podem ser apostas de sucesso para novos investimentos

Na contramão da crise, os espaços de trabalho compartilhados apresentaram crescimento de 217% na demanda de salas de reunião em relação ao ano de 2021

Fernanda Strickland
postado em 22/09/2022 14:59 / atualizado em 22/09/2022 14:59
De acordo com um levantamento do IWG, no Brasil, as assinaturas sob demanda, que permitem o acesso aos espaços sempre que o funcionário precisar, cresceram cerca de 97%, no primeiro trimestre de 2022 -  (crédito: Shridhar Gupta/Unsplash)
De acordo com um levantamento do IWG, no Brasil, as assinaturas sob demanda, que permitem o acesso aos espaços sempre que o funcionário precisar, cresceram cerca de 97%, no primeiro trimestre de 2022 - (crédito: Shridhar Gupta/Unsplash)

Não é de hoje que o mercado de franquias tem se tornado uma opção viável para o empreendedor brasileiro. Diante de um cenário desafiador no qual muitos acabaram perdendo oportunidades de crescimento, o franchising é a saída mais segura na hora de começar um empreendimento próprio. Somente em 2021, em meio à pandemia, esse modelo de parceria e investimento teve um aumento de 10,7% no faturamento, em relação ao ano anterior, indicam os dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

De acordo com um levantamento do IWG — líder global e nacional em locais de trabalho flexíveis como coworkings e escritórios —, no Brasil, as assinaturas sob demanda, que permitem o acesso aos espaços sempre que o funcionário precisar, cresceram cerca de 97%, no primeiro trimestre de 2022, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esse aumento só fica atrás da Espanha (+123%) e Reino Unido (300%). À medida que espaços próprios passam a ser menos utilizados em detrimento do modelo híbrido e remoto, as franquias de coworkings se destacam no mercado pela sua comodidade e praticidade.

Com a tendência dos novos modelos de trabalho, impulsionados pelo novo modo de trabalhar e desejados pela maior parte dos colaboradores do mundo, os espaços compartilhados acabam se tornando opções viáveis para ambos os lados. Os benefícios se dão tanto para as empresas, que passaram a economizar até U$S 11 mil por funcionário por ano, quanto para os funcionários que podem usufruir de ambientes completos e próximos de suas residências sempre que necessário. Entre o útil e o agradável, além das empresas e funcionários, os franqueados desse setor também conseguem se beneficiar do cenário.

Em Osasco-SP, Marcelo Borborema, 61 anos, empresário e primeiro franqueado do País, teve a inauguração da unidade Regus com 100% de seus 40 escritórios ocupados antes mesmo da abertura oficial. Além de contar com a expertise de mais de 33 anos de atuação do grupo IWG no ramo, o franqueado também tem acesso à carteira de clientes, de mais de 150 países nos quais a companhia atua.

Segundo o franqueado, a parceria foi diferente de muitas outras que já fez. “Na maioria das franquias, após o contrato fechado, segue cada um para seu lado, marca e franqueado. Com o IWG fomos amparados desde o início com toda a estrutura disponível, a expertise dos executivos e, até mesmo, com o apoio do fechamento de um contrato que garantiu a ocupação total dos espaços”, relata o empresário com mais de 40 anos de experiência de mercado em diversas áreas.

De acordo com levantamento realizado pelo grupo, dois terços (66%) dos líderes concordam que o formato de franquias oferece uma garantia adicional ao se trabalhar com marcas confiáveis e já estabelecidas no mercado. Segundo a pesquisa, mais da metade (56%) dos empresários interessados em franquias estão considerando se tornar um franqueado de escritórios flexíveis. Esses líderes passaram a analisar o modelo e começaram a se beneficiar com a tendência do trabalho híbrido — 40% deles irão adotar ou investir nesse modelo em breve.

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