A nova plataforma de comércio eletrônico do TikTok no Brasil está lançada. A rede social criada na China anunciou o TikTok Shop, na quarta-feira (8/5). A manobra foi feita para concorrer com varejistas como a Amazon, a Magalu e as Lojas Americanas.
A promessa é de transformar os processos de descoberta e compra dos usuários por lá. Isso será feito por meio do conceito chamado como "compra por descoberta". A própria plataforma terá anúncios e formas para que os negócios sejam concretizados. Ou seja, tudo o que será vendido por lá poderá ser encontrado dentro da própria rede social. Criadores, vendedores e até marcas poderão impulsionar os negócios.
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O Brasil, vale mencionar, não será o primeiro país a adquirir o modelo. Estados Unidos, Alemanha, Itália, Espanha, França e Reino Unido já usufruíam da plataforma. O intuito é, justamente, que o usuário não saia da rede social para ter acesso aos recursos oferecidos.
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Em resumo, três formatos de venda serão oferecidos. O primeiro diz respeito a vídeos e lives. Ele possibilitará a compra de produtos marcados em vídeos ou justamente em transmissões realizadas ao vivo. Esses estarão no feed "Para você", a forma "For You".
O segundo será a vitrine. Os "clientes", ou seja, os usuários, poderão navegar e, portanto, fazer compras das vitrines das marcas, ou dos criadores. Eles poderão ser acessados nos perfis. Já o terceiro é o Programa de filiados. Ele serve justamente para conectar criadores e vendedores através de comissões. Ao indicarem produtos, os criadores monetizam as ações. Os vendedores, por outro lado, definem o planejamento para a conclusão de parcerias.
De acordo com a empresa, a nova empreitada vai apoiar comerciantes de todas as regiões do Brasil. Os produtos poderão ser alcançados por um público mais amplo. As economias locais, inclusive, serão fortalecidas e incentivadas. Ademais, negócios de todos os portes vão expandir e lançar as respectivas operações no TikTok.
Palavra de especialista
De acordo com Luís Torres, consultor de marketing digital e empresário na região do Arpoador, Zona Sul do Rio de Janeiro, a entrada da rede social no ramo será muito mais do que um simples movimento. “Trata-se de um movimento estratégico que pode marcar o início de um domínio completo sobre todas as etapas do consumo digital”, garante.
“Antes mesmo de vender qualquer produto, o TikTok já detinha o controle da atenção. É ali onde as pessoas passavam horas, todos os dias. São impactadas, influenciadas por novos produtos e comportamentos. O desejo nascia no TikTok, mas a compra se concretizava fora dele”, acrescentou.
Luís Torres explica que o modelo ajudará a definir um novo padrão. Ainda que outras redes sociais, como por exemplo, Instagram e YouTube, não tenham feito o mesmo movimento, a pressão estratégica está colocada.
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“Se o TikTok provar que consegue unir desejo e conversão em um só lugar com eficiência, as demais plataformas terão que acelerar suas transformações. Apesar disso, o TikTok tem uma fluidez de conteúdo e comportamento de consumo mais alinhado ao social commerce do que os concorrentes”, explicita.
O consultor de marketing digital ainda explica que os ganhos serão grandiosos tanto para clientes quanto para vendedores. Os usuários poderão, justamente, passar por todo o processo sem sair do aplicativo. Em poucos cliques e com conveniência, vê o produto, se interessa, e o compra.
Os vendedores, principalmente os de pequenos negócios, terão acesso a um grande público. Além disso, estarão em uma plataforma portadora de uma barreira de entrada mais baixa do que em outras plataformas. Não precisariam, ademais, investir em tráfego e infraestrutura. Apesar de tudo isso, o especialista faz ressalvas.
“É preciso atenção, pois o aumento da impulsividade e da exposição a tantas ofertas pode trazer malefícios ao comportamento do consumidor. Em relação à plataforma, o TikTok inaugura uma nova fonte de receita. Poderá reter percentuais das vendas feitas. Todavia, precisará manter o equilíbrio entre conteúdo e comércio”, analisa.
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