
O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, navegava em terreno quase neutro nesta quinta-feira (15/1), refletindo um cenário externo menos hostil após sinais de redução de tensão no Oriente Médio e movimentos de correção técnica após máximas recentes. Por volta das 11h15, o Ibovespa (IBOV) apresentava leve queda de 0,03%, aos 165.082 pontos, em uma sessão marcada pela queda das ações de energia e pela percepção de menor aversão ao risco entre investidores.
O movimento ocorre após o índice ter renovado seu recorde histórico de fechamento na véspera, aos 165.145,98 pontos. A atenção do mercado externo esteve concentrada nas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicou a possibilidade de adiar um confronto militar direto com o Irã — retirando, temporariamente, a expectativa de escalada bélica que vinha alimentando a volatilidade nas últimas semanas.
Segundo analistas, esse ajuste na retórica contribuiu para um afrouxamento dos prêmios de risco e para uma correção nos preços de ativos sensíveis a conflitos armados. Na quarta-feira, Trump havia sinalizado que optaria por estender por mais duas semanas sua decisão sobre um ataque direto ao Irã, deixando portas abertas para negociações diplomáticas e reduzindo as perspectivas de um conflito imediato.
Tal postura foi interpretada pelos operadores como um sinal de que Washington procura mitigar o risco de um confronto mais amplo no Oriente Médio.
O preço do petróleo, que vinha sob forte influência da precificação de riscos geopolíticos — com o Irã como quarto maior produtor dentro da OPEP — acompanhou o movimento de alívio. A commodity recuava aproximadamente 4% no mercado internacional, devolvendo parte dos ganhos acumulados na semana anterior em meio ao temor de interrupções de oferta.
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Dentro do próprio Ibovespa, as ações da Petrobras (PETR4) destacavam-se como principal contraponto ao restante do mercado. Após saltarem mais de 3% na véspera, os papéis da estatal acompanhavam a queda do petróleo, pressionando o desempenho geral do índice. Esse comportamento seguiu o padrão observado em outros segmentos do setor de energia, com empresas petrolíferas privadas também sentindo o impacto da queda nas cotações da commodity.

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