
O Ibovespa registrou movimento de alta nesta sexta-feira (23/1), levando o índice a um novo recorde histórico. Por volta das 16h05, o principal indicador da Bolsa brasileira subia 1,18%, aos 177.666. No mesmo horário, o dólar avançava 0,10%, cotado a R$ 5,2895. Na véspera, a moeda norte-americana havia recuado 0,67%, fechando a R$ 5,2840, no menor nível desde de novembro. Já o Ibovespa encerrou o pregão anterior com alta de 2,20%, aos 175.589 pontos.
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Segundo o economista Davi Leles, sócio da Valor Investimentos, a valorização do Ibovespa em 2025 ocorre apesar do cenário doméstico de juros elevados e de crescimento econômico moderado. “A gente está olhando para o Brasil, vendo juros de 15% ao ano e uma economia andando de lado, e mesmo assim o Ibovespa não para de quebrar recordes”, afirmou.
De acordo com Leles, um dos principais fatores é a chamada rotação global de portfólio, com investidores estrangeiros reduzindo exposição ao mercado norte-americano e ampliando posições em países emergentes. “O investidor estrangeiro está tirando dinheiro dos Estados Unidos e aumentando o apetite a risco em mercados emergentes”, disse.
O especialista acrescentou que a maior volatilidade em Wall Street e tensões geopolíticas elevam a percepção de risco nos EUA, enquanto o Brasil passa a ser visto como alternativa relativa. “O estrangeiro olha para cá, vê que as ações estão muito baratas, principalmente em dólar, e compra, mesmo ignorando o cenário interno.”
O economista também citou fatores políticos domésticos. Segundo ele, o mercado passou a precificar um cenário eleitoral mais disputado. “O estreitamento da diferença entre os principais candidatos sugere um pleito mais competitivo, o que historicamente leva o mercado a antecipar maior moderação e sinais de responsabilidade fiscal”, afirmou.
*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

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