
Pelo segundo dia consecutivo, o Ibovespa voltou a apresentar alta. Nesta quarta-feira (21/1), o índice aproveitou a retomada do apetite por risco no exterior, com a aproximação de um acordo pela Groelândia, entre EUA e Europa, e o recuo de Washington sobre tarifas à países europeus, e atingiu a marca de 171 mil pontos, recorde atingido pela primeira vez.
Na terça-feira (20/1), o índice já havia fechado em alta expressiva, com 161 mil pontos. No melhor momento, perto do ajuste final, quase tocou os 172 mil pontos, aos 171.969,01. Na abertura, indicava 166.277,91 pontos. Na semana, o Ibovespa sobe 4,26%. Assim, coloca o ganho acumulado durante o mês de janeiro e o ano de 2026 já vivido até aqui a 6,64%.
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Esta foi a primeira vez desde o dia nove de abril de 2023 (+3,12%) que o índice apresenta ganho diário na casa de 3%, além do maior avanço em percentual em quase três anos. O dólar nesta quarta-feira recuou 1,11%, sendo cotado a R$ 5,3208.
"Alta muito robusta do Ibovespa, já vindo no dia anterior de fechamento em nível recorde. Nesta quarta, foi na mesma direção do exterior, em meio à percepção de que há uma rotação de ativos em nível global, que favorece emergentes como o Brasil. E com efeito também para o câmbio, e não apenas para ações, nesse aumento de fluxo para diversificação regional", afirmou Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, que ainda classificou a fala de Trump sobre a Groelândia como composta por certas provocações.
- Leia também: Por que Trump está estremecendo a ordem global mais do que qualquer outro presidente desde a 2ª Guerra
No fim da tarde, em outra forma de folego ao Ibovespa, Trump anunciou que suspendeu as tarifas adicionais prometidas a certos países europeus, com efetivação em 1º de fevereiro.
*Com informações da Agência Estado

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