MERCADO FINANCEIRO

Bolsa brasileira renova recorde e rompe os 175 mil pontos

Depois de atingir a máxima histórica de 171,8 mil pontos, na véspera, Índice Bovespa avança 2,2%, ontem, e fecha aos 175,5 mil pontos

A Bolsa de Valores de São Paulo (B3) não para de bater recordes nesta semana e rompe o patamar de 175 mil pontos, embalada pelo otimismo externo com o arrefecimento das tensões entre Estados Unidos e os países europeus. Ontem, o Índice Bovespa (IBovespa), principal indicador da B3, renovou a máxima histórica da véspera, de 171,8 mil pontos, e encerrou o dia com aos 175.589 pontos, com alta de 2,2%. Ao longo do dia, a B3 bateu nova máxima histórica, de 178 mil pontos, em meio ao aumento do apetite dos investidores para o risco.

Na semana, o IBovespa acumula alta de 6,55%, melhor desempenho para o período desde outubro de 2022, quando entre os dias 17 e 21 avançou 7%.

Ontem, o banco norte-americano Morgan Stanley divulgou um relatório aos clientes com previsão de forte crescimento da B3 neste ano, podendo chegar a 250 mil pontos até dezembro, se houver alternância de poder. De acordo com a instituição, o mercado de ações brasileiro poderá avançar 20%, neste ano, no cenário base, que considera a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera as pesquisas de opinião. Mas, se houver um novo governo considerado mais pró-mercado, a alta da B3 pode chegar a 46% sobre os 171 mil pontos da véspera.

"Esse cenário pode acontecer se Lula perder. Mas, hoje, ele é favorito", explicou Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, ao comentar sobre o relatório. 

"A Bolsa bateu novo recorde com o alívio dos mercados por conta de Trump ter recuado sobre invadir a Groenlândia. Isso ajudou todas as bolsas, uma migração de recursos de renda fixa para renda variável no mundo", destacou Gustavo Cruz. Segundo ele, a entrada de estrangeiros na Bolsa brasileira também ajudou nesse desempenho melhor do que as norte-americanas. Neste mês, o fluxo de capital estrangeiro na B3 somou R$ 8,7 bilhões até dia 20.

Em Nova York, as bolsas norte-americanas fecharam em alta, estendendo ganhos da sessão anterior, ainda sob alívio com a redução das tensões entre Estados Unidos e aliados europeus em torno da Groelândia. O Índice Dow Jones subiu 0,63%, enquanto o S&P 500 teve alta de 0,55%. Já o Nasdaq, das empresas de tecnologia, avançou 0,91%.

Dólar e juros

Enquanto isso, o dólar voltou a registrar queda diante do arrefecimento dos riscos globais, e encerrou o dia cotado a R$ 5,284, perda de 0,68% em relação ao dia anterior — menor valor de fechamento desde 11 de novembro do ano passado.

Os juros futuros negociados na B3 encontraram espaço para recuar mais, ontem, em um movimento influenciado principalmente pelo alívio global após a distensão do conflito geopolítico entre Estados Unidos e Europa.

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A curva a termo dos juros futuros também se beneficiou desse cenário, ainda que em menor medida se comparada ao IBovespa. Por aqui, pesquisa eleitoral divulgada nesta quinta também contribuiu para o fechamento dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs), embora o maior determinante tenha vindo de fora.

No fechamento, a taxa do contrato do DI para janeiro de 2027 recuou de 13,744%, no ajuste de quarta-feira, para 13,68% ao ano. O DI para janeiro de 2029 cedeu de 13,14%, para 13,045%, na mesma base de comparação. O DI para janeiro de 2031 marcou 13,385%, vindo de 13,468% no ajuste. (Com Agência Estado)

 


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