A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, mais conhecida como “Correios”, foi a estatal que deteve a maior parcela de dívidas garantidas pela União no último quadrimestre de 2024. Os dados divulgados nesta terça-feira (27/1) no Relatório Quadrimestral de Operações de Crédito Garantidas (RQG) mostram que o montante destinado para a companhia de serviço postal representa 78% de todo o recurso para as empresas públicas.
O contrato de garantia assinado no último dia 29 de dezembro pela União com os Correios e um sindicato de bancos formado por algumas das principais instituições do país (Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Caixa Econômica Federal) prevê o repasse de R$ 12 bilhões para fortalecer a sustentabilidade financeira e a liquidez da empresa. Desse total, R$ 10 bilhões já foram pagos em 2025.
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Além dos Correios, a Eletronuclear respondeu por 21% das dívidas garantidas pela União no terceiro quadrimestre, com R$ 2,7 bilhões ao todo. Já a Eletrobras deteve 2% do montante total destinado pela União nos últimos quatro meses do ano, com cerca de R$ 0,2 bilhão. Com isso, o saldo devedor das estatais federais ao final desse período chegou a R$ 12,9 bilhões.
Ao todo, o saldo devedor das garantias concedidas pela União a operações de crédito atingiu R$ 336,65 bilhões no término de 2025, sendo R$ 153,33 bilhões em operações de crédito internas, o que representa 45,5% do total, além de R$ 183,32 bilhões em operações de crédito externas, ou 54,5% de todo o montante. Em 2025, foram assinadas 190 novas operações de crédito garantidas, sendo 124 com municípios, 60 com estados, cinco com bancos federais e uma com estatal federal.
Os bancos federais, como o Banco do Brasil e a Caixa, concentram 93,5% (R$ 143,33 bilhões) de todas as operações de crédito internas e os organismos multilaterais, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Corporação Andina de Fomento (CAF) respondem por 95,4% (R$ 174,94 bilhões) das operações de crédito externas.
Os estados são os que apresentam a maior participação entre os mutuários, com 68,6% de todo o saldo devedor, o que equivale a R$ 230,99 bilhões, seguido por municípios, com 17,5% do total (R$ 59,02 bilhões), bancos federais, com 7,2% do total (R$ 24,34 bilhões) e as estatais federais, com 3,8% do total (12,88 bilhões).
