
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (5/2) que Brasil e Rússia precisam avançar na expansão e na qualificação da cooperação econômica, comercial e tecnológica entre os dois países. A declaração foi feita durante a abertura da oitava reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação.
Segundo Alckmin, a comissão representa “o mais elevado mecanismo de coordenação intergovernamental” entre as nações e demonstra “a densidade e a estabilidade da relação estratégica” bilateral. Para o vice-presidente, parcerias sólidas devem ser baseadas em interesses estruturais e não apenas em circunstâncias momentâneas.
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O ministro destacou que Brasil e Rússia são economias de grande escala, com ampla base produtiva, recursos naturais estratégicos, capacidade tecnológica e mercados internos relevantes — fatores que, em sua avaliação, criam oportunidades concretas para ampliar e diversificar a cooperação.
Apesar disso, Alckmin avaliou que o intercâmbio atual ainda não reflete todo o potencial da parceria. O comércio bilateral alcançou cerca de US$ 11 bilhões em 2025, valor considerado “expressivo”, mas ainda “modesto diante das capacidades produtivas, tecnológicas e logísticas” dos dois países. “O desafio que se impõe é crescer mais, com mais equilíbrio e com maior valor agregado”, afirmou.
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Entre as prioridades da agenda da comissão, o vice-presidente citou o fortalecimento de energia, agronegócio, ciência, tecnologia e inovação, além de infraestrutura, logística e desenvolvimento sustentável. A intenção, segundo ele, é promover integração produtiva, parcerias empresariais e cooperação tecnológica.
Alckmin ressaltou ainda o papel da Comissão Intergovernamental Brasileiro-Russa de Cooperação Econômica, Comercial, Científica e Tecnológica como braço operacional do mecanismo. As subcomissões, explicou, devem transformar convergências políticas em resultados concretos, com foco na ampliação do comércio, estímulo a investimentos e geração de crescimento sustentável.
O vice-presidente também defendeu avanços no intercâmbio cultural e educacional, com esforços conjuntos para troca de conhecimento e aprendizado mútuo. Ao mencionar a política industrial brasileira, Alckmin afirmou que o governo tem adotado uma estratégia de neoindustrialização baseada em inovação, sustentabilidade e inclusão. “Queremos uma indústria mais verde, mais digital e mais integrada às cadeias globais de valor”, declarou.
Ele disse ainda ver com “grande interesse” a ampliação de investimentos russos no Brasil, especialmente nos setores de química, fertilizantes, energia, equipamentos industriais e infraestrutura. Da mesma forma, apontou espaço para maior presença de empresas brasileiras no mercado russo, em áreas como alimentos processados, máquinas, dispositivos médicos, tecnologia agrícola e soluções industriais.

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