
Com a chegada do carnaval e o aumento das aglomerações, cresce também o registro de furtos e roubos de celulares. Durante o Carnaval do ano passado, um aparelho foi roubado a cada dois minutos em São Paulo, totalizando mais de 3,6 mil ocorrências, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.
Além da perda do equipamento, especialistas alertam para os riscos relacionados ao acesso a dados pessoais e bancários armazenados nos dispositivos. Para Heliezer Viana, sócio BPO Tecnologia e Inovação na Forvis Mazars, os danos podem ultrapassar o valor do aparelho.
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“Hoje, colocamos em nossos smartphones muitas informações, desde fotos importantes de família, momentos de viagens, conquistas, informações de banco, senhas, contatos, acessos a redes sociais, dados relacionados à saúde, esportes praticados, entre muitos outros. Essas informações em mãos erradas são consideradas ‘minas de ouro’”, afirma.
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Segundo o executivo, os criminosos tentam acessar contas bancárias, enviar mensagens para contatos da vítima para aplicar golpes, vender dados como RG, CPF e endereço, além de utilizar informações para intimidação. Também são registrados casos de clonagem do número do celular, acesso a aplicativos de varejo para compras indevidas e desmontagem do aparelho para revenda de peças.
Entre as recomendações para reduzir prejuízos está a adoção de medidas preventivas antes de sair de casa. Viana orienta a instalação do aplicativo Celular Seguro, do Governo Federal, que permite o bloqueio do acesso a aplicativos bancários em caso de furto ou roubo. Outra opção é o BC Protege+, voltado à prevenção de abertura de contas bancárias indevidas.
Ele também recomenda comunicar imediatamente a operadora para bloqueio da linha, utilizar os recursos de localização e apagamento remoto de dados do sistema operacional, registrar boletim de ocorrência e manter backups em nuvem. O executivo orienta ainda não armazenar senhas em aplicativos de notas, ativar biometria e, se possível, levar para a folia um aparelho de menor valor.
Para o advogado Luiz Augusto D’Urso, especialista em direito digital e presidente da Comissão Nacional de Cibercrimes da Abracrim, os crimes digitais se intensificam nesse período. “São vários os crimes digitais praticados durante o carnaval. Quando falamos de internet, os mais comuns são relacionados à venda de ingressos, onde o criminoso realiza a venda em sites falsos ou clonados e não faz a entrega”, afirma.
*Estagiário sob a supervisão de Mariana Niederauer
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