
O gestor de Agronegócio do Sebrae no DF, Leonardo Zimmer Nascimento, veio ao programa CB.Agro — parceria entre o Correio e a TV Brasília —, nesta sexta-feira (20), contar as novidades para o AgroBrasília de 2026 e na atuação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) com os pequenos produtores rurais.
Em conversa com os jornalistas Mariana Niederauer e Marcelo Agner, Nascimento comenta que alguns anos atrás, o Sebrae fez um levantamento que havia cerca de 19 mil pequenos, micro e médios produtores de agronegócio no Distrito Federal e que hoje esse número deve ser maior ainda.
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
“No Distrito Federal, temos uma representação grande na parte de horticultura, fruticultura e alguns produtores atuando na cadeia de bovinocultura. O agronegócio também é voltado para a parte de agricultura orgânica e temos a turma da apicultura. O nosso DF está bastante diversificado nesse sentido. Em todas essas frentes, temos atuado de alguma forma com soluções tecnológicas ou de acesso a mercados, como, por exemplo, a participação em feiras e eventos.”, revelou.
Segundo o entrevistado, o principal desafio enfrentado pelos pequenos agricultores é o acesso aos mercados e que o Sebrae tenta auxiliar eles a encontrar formas de diferenciar o seu produto.
“Por exemplo, para o pessoal que trabalha com horticultura, uma forma de diferenciação encontrada é buscar a produção sustentável voltada para a agricultura orgânica. Ou seja, esses produtores podem adequar o seu empreendimento para conseguir o selo de produto orgânico e, a partir daí, acessar mercados diferenciados com preços diferenciados, seja um produto in natura, como uma salada, ou um produto um pouco mais elaborado, como uma geleia ou um minimamente processado”, destacou.
O gestor comentou que os setores mencionados apresentam boas oportunidades, em particular a parte de hortifrúti, uma vez que os sistemas de produção são um pouco mais simples de implementar do que os de uma grande agroindústria.
“Com esse tipo de produto, eles têm conseguido acessar diferentes frentes de mercado, sejam elas pequenas feiras ou até grandes supermercados. A nível de Distrito Federal, o hortifrúti tem um potencial muito interessante a ser explorado, principalmente no mercado interno”, frisou.
De acordo com o convidado, o Sebrae sempre esteve presente na AgroBrasília — feira de tecnologia e negócios voltada para empreendedores rurais de diversos portes e segmentos — e esse ano eles irão fomentar a comercialização, abrindo edital para produtores interessados em expor seus produtos ou serviços.
“Teremos um espaço dedicado ao turismo rural no Distrito Federal, que é uma forma interessante de agregação de valor, como os casos da Vinícola Brasília e de produtores que trabalham com o sistema "colha e pague" (mirtilo e morango). Além disso, haverá uma ativação para a cafeicultura, permitindo a degustação e compra do café produzido no 'quadradinho'”, apontou.
Nascimento revela que o perfil dos pequenos produtores tem experiência e estão na faixa etária de 40 a 75 anos, muitos atuando com hortifrúti e há um grupo proveniente da reforma agrária atendido pela Emater.
“Um desafio que enfrentamos no Distrito Federal é a sucessão familiar, pois os jovens, às vezes, se interessam por outros modelos de negócio. No entanto, vejo potencial para o jovem permanecer no campo, pois as instituições oferecem formas de ampliar a produção e gerar renda”, expôs.
Veja a entrevista:
*Estagiário sob supervisão de Edla Lula
