A Polícia Federal (PF) submeteu o celular do controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, a uma ferramenta especializada de quebra de criptografia, após o banqueiro se recusar a fornecer a senha do aparelho — um iPhone de última geração — durante depoimento às autoridades.
O material extraído do dispositivo está em fase de compilação e análise pela PF. A previsão é de que os dados sejam encaminhados nos próximos dias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), no contexto das investigações que envolvem o Banco Master. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (9/2) pelo colunista Gustavo Uribe, da CNN Brasil.
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Além da criptografia convencional, o aparelho possuía um nível adicional de proteção, o que exigiu da Polícia Federal o uso de softwares próprios para romper as barreiras de acesso. As ferramentas empregadas possibilitam não apenas a leitura de conteúdos protegidos, mas também a restauração de informações deletadas, ampliando de maneira relevante o o alcance da perícia técnica.
A expectativa é de que o ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF, autorize o envio das informações obtidas à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ampliando o acesso do colegiado ao conteúdo considerado sensível para o avanço das apurações.
Daniel Vorcaro tem depoimento marcado na comissão para o dia 26, após o feriado de carnaval. Nos bastidores, a defesa do banqueiro avalia adotar uma postura cautelosa, limitando as respostas a temas previamente delimitados.
Conforme o requerimento que embasou a convocação, Vorcaro deverá prestar esclarecimentos sobre a atuação do Banco Master no mercado de crédito consignado voltado a aposentados e pensionistas, eixo central das apurações conduzidas pela CPMI.
O conteúdo extraído do celular é considerado peça central para o avanço das apurações em curso. Além das suspeitas de irregularidades na gestão e nas operações do Banco Master, a Polícia Federal também investiga a possibilidade de que o banqueiro tenha exercido pressão sobre autoridades públicas na tentativa de evitar a liquidação da instituição, o que pode abrir uma nova frente de apuração com desdobramentos criminais e políticos.
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