A Confederação Nacional da Indústria (CNI) publicou, nesta sexta-feira (20/2), um levantamento sobre o impacto que a suspensão das tarifas adicionais de 10% e 40% impostas às importações brasileiras pelos Estados Unidos podem ter para o comércio exterior. do Brasil De acordo com a entidade, a remoção dessas taxas pode gerar um ganho correspondente a US$ 21,6 bilhões aos exportadores brasileiros. Nesta sexta-feira, por 6 votos a 3, a Suprema Corte dos EUA decidiu que o presidente Donald Trump excedeu sua autoridade ao impor tarifas em abril de 2025 por meio de uma lei reservada para emergências nacionais.
Para chegar a esse número, a CNI utilizou dados da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC, na sigla em inglês). Apesar da suspensão das sobretaxas, Trump afirmou em entrevista coletiva que as tarifas permanecem em vigor e a anunciou uma nova alíquota de 10% para todos os países do mundo.
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“Acompanhamos a decisão de hoje com atenção e cautela. O impacto de uma medida como essa no comércio brasileiro é significativo, tendo em vista a relevante parceria comercial entre Brasil e Estados Unidos”, comenta o presidente da CNI, Ricardo Alban, que destaca ainda estar monitorando os desdobramentos para avaliar com mais precisão os impactos para os exportadores brasileiros.
Além da CNI, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) também publicou uma nota em que admite ter cautela com o fim das tarifas adicionais e reitera a importância da atuação do setor privado ao longo do processo de diálogo com o governo brasileiro e os representantes norte-americanos na busca por uma solução negociada.
“Os EUA são o principal parceiro comercial do estado do Rio no comércio de bens manufaturados. Este relacionamento é estratégico para a indústria fluminense, no entanto, é fundamental que seja pautado pela previsibilidade e segurança jurídica no ambiente de negócios de ambos os países”, destaca a Firjan.
Já a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) acredita que a suspensão das tarifas poderia abrir espaço para um eventual reembolso dos valores cobrados sob a IEEPA, mas reitera que aguarda uma possível definição de prazos e procedimentos, além da data de suspensão da cobrança, que ainda depende do governo e do Congresso norte-americano.
“Desde o início do debate sobre o chamado 'tarifaço', a Fiemg tem defendido o diálogo entre os países como solução para controvérsias comerciais, atuando na defesa da indústria mineira e de sua competitividade. A entidade também alerta para a possibilidade de reação do governo norte-americano, inclusive com novas medidas executivas”, comenta a entidade.
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