
O pedido de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar (GPA) foi acatado pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, nesta quarta-feira (11/3). A proposta com efeitos imediatos permite que parte das dívidas da rede varejista sejam negociadas sem intervenção judicial.
O plano de recuperação envolve dívidas sem garantias que não constituem obrigações correntes ou operacionais, chegando a aproximadamente R$ 4,5 bilhões. Os principais credores, titulares de R$ 2,1 bilhões do valor total da negociação, aprovaram a proposta.
Se na recuperação judicial todo o processo é supervisionado pelo Judiciário, na recuperação extrajudicial as negociações ocorrem de forma direta entre a empresa e os credores.
Com a validação da Justiça, o GPA - que além dos supermercados Pão de Açúcar, envolve os supermercados Extra - e os credores poderão negociar por mais 90 dias. "Nesse período, a companhia confia que conseguirá o apoio da maioria dos créditos sujeitos ao processo e espera chegar a uma solução estruturada que resolva simultaneamente a liquidez de curto prazo e a sustentabilidade financeira de longo prazo", diz o comunicado publicado pelo grupo.
Plano
O plano prevê que a companhia deixe de cumprir com obrigações de pagamento sem garantia pelo prazo de 90 dias, com o objetivo de recuperar a saúde financeira da empresa. Esse valor, no entanto, não deve prejudicar o pagamento de obrigações trabalhistas, assim como os compromissos com fornecedores, parceiros e clientes do grupo.
Durante os três meses de vigência do plano, o GPA espera “chegar a uma solução estruturada que resolva simultaneamente a liquidez de curto prazo e a sustentabilidade financeira de longo prazo”. No último balanço divulgado pelo grupo, referente ao quarto trimestre de 2025, o Pão de Açúcar teve um prejuízo de R$ 572 milhões, acima do esperado pelo mercado, apesar de ainda estar 48,2% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.
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