MERCADO

Justiça aceita pedido de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar

Proposta permite que negociações de dívidas da empresa ocorram sem intervenção do Judiciário

Com a validação, a empresa e os credores terão mais 90 dias para negociar -  (crédito: Reprodução/Instagram/@paodeacucar)
Com a validação, a empresa e os credores terão mais 90 dias para negociar - (crédito: Reprodução/Instagram/@paodeacucar)

O pedido de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar (GPA) foi acatado pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, nesta quarta-feira (11/3). A proposta com efeitos imediatos permite que parte das dívidas da rede varejista sejam negociadas sem intervenção judicial. 

O plano de recuperação envolve dívidas sem garantias que não constituem obrigações correntes ou operacionais, chegando a aproximadamente R$ 4,5 bilhões. Os principais credores, titulares de R$ 2,1 bilhões do valor total da negociação, aprovaram a proposta. 

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Se na recuperação judicial todo o processo é supervisionado pelo Judiciário, na recuperação extrajudicial as negociações ocorrem de forma direta entre a empresa e os credores. 

Com a validação da Justiça, o GPA - que além dos supermercados Pão de Açúcar, envolve os supermercados Extra - e os credores poderão negociar por mais 90 dias. "Nesse período, a companhia confia que conseguirá o apoio da maioria dos créditos sujeitos ao processo e espera chegar a uma solução estruturada que resolva simultaneamente a liquidez de curto prazo e a sustentabilidade financeira de longo prazo", diz o comunicado publicado pelo grupo.

Plano

O plano prevê que a companhia deixe de cumprir com obrigações de pagamento sem garantia pelo prazo de 90 dias, com o objetivo de recuperar a saúde financeira da empresa. Esse valor, no entanto, não deve prejudicar o pagamento de obrigações trabalhistas, assim como os compromissos com fornecedores, parceiros e clientes do grupo.

Durante os três meses de vigência do plano, o GPA espera “chegar a uma solução estruturada que resolva simultaneamente a liquidez de curto prazo e a sustentabilidade financeira de longo prazo”. No último balanço divulgado pelo grupo, referente ao quarto trimestre de 2025, o Pão de Açúcar teve um prejuízo de R$ 572 milhões, acima do esperado pelo mercado, apesar de ainda estar 48,2% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.

 

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postado em 11/03/2026 20:33
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