SEGUROS

Seguradoras registram queda de 3,5% na arrecadação do primeiro bimestre

Setor segurador arrecada R$ 68,3 bilhões, no primeiro bimestre de 2026, considerando todos os segmentos, exceto saúde suplementar -- dado 3,5% inferior ao registrado no mesmo período de 2025, conforme informações da CNSeg

Dyogo Oliveira, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) -  (crédito: Ed Alves/CB/DA.Press)
Dyogo Oliveira, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) - (crédito: Ed Alves/CB/DA.Press)

O setor segurador arrecadou R$ 68,3 bilhões, no primeiro bimestre de 2026, considerando todos os segmentos, exceto saúde suplementar. Pelo lado dos pagamentos, no mesmo período, o setor retornou mais de R$ 40 bilhões à sociedade na forma de indenizações, benefícios, resgates e sorteios. Os dados foram divulgados, nesta quinta-feira (30/4), pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e indicam queda de 3,5% e 11,6%, respectivamente, no comparativo com o mesmo período de 2025. 

De acordo com a entidade, presidida pelo ex-ministro do Planejamento Dyogo Oliveira, apesar das quedas entre janeiro e fevereiro, "o mercado segue mantendo a relevância econômica, atuando como instrumento de proteção financeira para famílias e empresas, com forte mobilização de recursos, tanto na oferta de coberturas quanto no pagamento de indenizações, benefícios e resgates".

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Entre os destaques do setor, os seguros de pessoas registraram desempenho positivo no bimestre. A arrecadação cresceu 6,8%, superando R$ 13,1 bilhões em prêmios, movimento associado à busca por proteção de renda, planejamento familiar e segurança financeira diante de imprevistos. Produtos como seguro de vida, prestamista e viagem contribuíram para esse avanço, de acordo com informações da CNSeg.

Já os seguros de danos e responsabilidades registraram arrecadação de R$ 22,7 bilhões, apresentando desempenho praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior, com variação de -0,1%. O resultado foi impactado, sobretudo, pela retração no seguro rural, cuja demanda caiu 8,1% no bimestre, totalizando cerca de R$ 2,2 bilhões, segundo os dados da CNSeg. “O dado reflete um ambiente mais desafiador para o agronegócio, com pressão de custos e maior seletividade na contratação de coberturas”, informou a nota da instituição.

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Outros segmentos que apresentaram queda os negócios com títulos de capitalização somaram R$ 4,7 bilhões (-9,2%), enquanto a previdência aberta alcançou R$ 27,2 bilhões (-9,3%), ainda influenciada por ajustes no ambiente tributário que afetaram aportes mais elevados, especialmente em produtos da família VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), que não tem benefício na declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF).


 

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postado em 30/04/2026 16:58 / atualizado em 30/04/2026 17:11
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