SERVIÇO PÚBLICO

Governo entra na 'reta final' de entregas, afirma Esther Dweck

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirma que ritmo acelerado mira resultados até 2026 e nega uso eleitoral direto da máquina pública

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou que o governo federal entrou em uma “reta final de entregas” e tem intensificado o ritmo de execução de políticas públicas em meio ao calendário eleitoral. Segundo ela, a estratégia é garantir resultados concretos até o fim do mandato, sem interferência direta no processo eleitoral.

“Estamos nessa reta final de entregas, todo mundo acelerando para poder entregar tudo que falta ainda esse ano”, declarou a ministra durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministra.

De acordo com Dweck, o movimento ocorre após um balanço apresentado pelo ministro Rui Costa, que apontou alto nível de execução das ações do governo. A ministra destacou que, apesar da intensificação, ainda há um ano de mandato pela frente, o que amplia a expectativa por novas entregas.

Ela também comentou as mudanças recentes na Esplanada, com a substituição de ministros por secretários-executivos,medida, segundo disse, pensada para garantir continuidade administrativa. A decisão partiu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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“A ideia foi justamente manter as políticas. As equipes continuam, o ritmo está muito acelerado e o calendário vem sendo cumprido à risca”, afirmou. Dweck ressaltou ainda que as trocas preservaram a participação feminina no primeiro escalão. “A gente ficou muito feliz que o número de ministras foi mantido”, disse.

Ao abordar o contexto eleitoral, a ministra negou que haja atuação direta do governo para influenciar o pleito. Segundo ela, o foco está na implementação de políticas públicas e na melhoria das condições de vida da população.

“Nosso trabalho é fazer as políticas acontecerem. Isso por si só muda a vida das pessoas. O resultado eleitoral depende da avaliação da população”, declarou.

Dweck citou indicadores econômicos para sustentar a avaliação positiva do governo, como a queda do desemprego a níveis mínimos, crescimento contínuo do Produto Interno Bruto acima de 3% e redução da desigualdade. Também mencionou a saída do Brasil do mapa da fome e a ampliação de políticas de eficiência, com destaque para a digitalização de serviços públicos.

Para a ministra, a eventual tentativa de reeleição do presidente deve se apoiar nesses resultados. “O presidente Lula vai tentar a reeleição com base nas entregas que tem feito”, afirmou.

Apesar do ambiente eleitoral, Dweck disse não esperar mudanças significativas na condução das políticas até o fim do mandato. “A expectativa é de continuidade. As equipes estão mantidas e comprometidas com o cronograma”, concluiu.

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