As novas regras do Minha Casa, Minha Vida entram em vigor nesta quarta-feira (22/4), com ampliação das faixas de renda e dos limites de financiamento. Em entrevista ao CB.Poder, parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília, o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, afirmou que as mudanças ampliam o acesso ao crédito habitacional e colocam em prática decisões do governo federal.
“Minha entrevista está sendo no dia exatamente que a Caixa coloca em prática as decisões governamentais no sentido de alterar as regras do Minha Casa, Minha Vida, ampliando a capacidade de acesso”, disse.
Entre as principais alterações, estão os novos limites de renda para enquadramento nas faixas do programa. A faixa 1 passa a atender famílias com renda de até R$ 3 mil; a faixa 2 vai até R$ 5 mil; a faixa 3 chega a R$ 9 mil; e a nova faixa 4 contempla rendimentos de até R$ 13 mil, voltada à classe média. “Temos uma mudança de faixa e também do teto do financiamento por imóvel, que chega a R$ 400 mil na faixa 3 e R$ 600 mil na faixa 4”, explicou Vieira, destacando o potencial de impacto positivo no mercado imobiliário.
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O presidente também abordou a preocupação com o endividamento das famílias e afirmou que o financiamento habitacional deve ser encarado de forma diferente de outras dívidas. “Moradia não é um endividamento por consumo. Ela gera aumento da riqueza da família, com a agregação de patrimônio”, afirmou. Segundo ele, o modelo da Caixa considera um limite de comprometimento de até 35% da renda, além de disponibilizar simuladores para que os interessados avaliem as condições antes de contratar o crédito.
Outro ponto destacado foi a comparação entre o custo do financiamento e o valor do aluguel. De acordo com Vieira, o subsídio oferecido pelo governo federal reduz o valor efetivo pago pelas famílias. “Quando você compara a prestação com o aluguel, há uma redução média de 30%. Ou seja, há ganho de renda ao sair do aluguel para o imóvel próprio”, afirmou, ressaltando o incentivo à aquisição da casa própria.
As mudanças também refletem o papel do setor habitacional na economia. O presidente lembrou que o crédito imobiliário passou de 2% do PIB entre 2000 e 2010 para cerca de 10% atualmente. “Isso mostra a evolução e o espaço que ainda existe para crescer”, disse. Segundo ele, a ampliação do programa contribui para a redução do déficit habitacional e fortalece o desenvolvimento econômico, consolidando a habitação como um dos motores de crescimento no país.
*Estagiária sob supervisão de Rafaela Gonçalves
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