ECONOMIA

Lucro líquido da JBS cai 56% no 1º trimestre, para US$ 221 milhões

A companhia brasileira destacou que a pressão sobre os resultados veio principalmente da operação de bovinos nos Estados Unidos, afetada pelo ciclo pecuário no país

The JBS meat placing plant is viewed in Plainwell, Michigan on June 2, 2021.  An American subsidiary of Brazilian meat processor JBS told the US government that it has received a ransom demand in a cyberattack it believes originated in Russia, forcing some plants to cut production. JBS received the demand from
The JBS meat placing plant is viewed in Plainwell, Michigan on June 2, 2021. An American subsidiary of Brazilian meat processor JBS told the US government that it has received a ransom demand in a cyberattack it believes originated in Russia, forcing some plants to cut production. JBS received the demand from "a criminal organization likely based in Russia" following the attack that has affected its operations in Australia and North America, White House spokeswoman Karine Jean-Pierre said on June 1,2021. According to plant security this facility that processes beef is back online. / AFP / JEFF KOWALSKY - (crédito: JEFF KOWALSKY)

A JBS registrou lucro líquido de US$ 221 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 56% ante igual período do ano passado, informou a companhia nesta terça-feira(12), depois do fechamento do mercado. A receita líquida somou US$ 21,61 bilhões, alta de 11% na comparação anual. Já o Ebitda ajustado caiu 25,8%, para US$ 1,13 bilhão, enquanto a margem recuou de 7,8% para 5,2%, recuo de 2,6 pontos porcentuais.

O lucro por ação caiu de US$ 0,47 para US$ 0,21 no período. O lucro operacional ajustado recuou 48%, para US$ 516 milhões. A companhia atribuiu a pressão sobre os resultados principalmente ao ciclo pecuário nos Estados Unidos, que elevou o custo do gado em um ambiente de oferta restrita.

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"O trimestre foi particularmente pressionado pela operação de carne bovina nos Estados Unidos", afirmou o CEO global da companhia, Gilberto Tomazoni. Segundo ele, a companhia adotou uma postura de austeridade para reforçar a geração de caixa e preservar eficiência operacional.

A companhia destacou que a pressão sobre os resultados veio principalmente da operação de bovinos nos Estados Unidos, afetada pelo ciclo pecuário no país. Ainda assim, a receita da operação cresceu 11,6%, para US$ 7,17 bilhões. As demais unidades de negócios também registraram avanço de receita. A alta também ocorreu nas demais unidades de negócios. A Seara registrou receita líquida de US$ 2,38 bilhões no trimestre, alta de 10,6%, enquanto a margem Ebitda ficou em 15,5%. Já a JBS Brasil teve receita recorde para um primeiro trimestre, de US$ 3,79 bilhões, avanço de 19,5%, sustentada pela demanda internacional aquecida.

O fluxo de caixa livre ficou negativo em US$ 1,47 bilhão no trimestre, ante consumo de US$ 917,5 milhões em igual período do ano anterior. Segundo a companhia, o resultado reflete a sazonalidade do primeiro trimestre, maior necessidade de capital de giro e aumento dos investimentos. Os desembolsos com investimentos cresceram para US$ 566 milhões, mais que o dobro do registrado um ano antes.

O CFO global da JBS, Guilherme Cavalcanti, afirmou que o maior consumo de caixa no trimestre também refletiu o aumento de mais de US$ 300 milhões em investimentos de crescimento na comparação anual. Segundo ele, houve ainda impacto maior da postergação de pagamentos de gado e suínos de dezembro para janeiro.

A alavancagem encerrou março em 2,77 vezes dívida líquida/Ebitda, acima das 1,99 vez observada um ano antes, mas ainda dentro da meta de longo prazo da companhia. A dívida líquida totalizou US$ 17,86 bilhões ao fim do trimestre.

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postado em 13/05/2026 09:41
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