ECONOMIA

Bolsas da Europa recuam com volta do temor de inflação após cúpula Xi-Trump

Por volta das 6h30 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 1,39%, a 607,48 pontos

Por volta das 6h30 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 1,39%, a 607,48 pontos. -  (crédito: ALEXANDRE LALLEMAND/Unsplash

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Por volta das 6h30 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 1,39%, a 607,48 pontos. - (crédito: ALEXANDRE LALLEMAND/Unsplash )

As bolsas europeias operam em baixa expressiva na manhã desta sexta-feira, à medida que preocupações inflacionárias - deflagradas pelo salto dos preços de energia em meio à guerra no Oriente Médio - voltam ao radar dos investidores, após os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, encerrarem uma cúpula de dois dias em Pequim sem resultados concretos. A instabilidade política no Reino Unido também inspira cautela.

Por volta das 6h30 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 1,39%, a 607,48 pontos.

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O petróleo voltou a ganhar força hoje, reacendendo temores sobre a trajetória da inflação, à medida que os fluxos pelo Estreito de Ormuz permanecem muito baixos em meio ao impasse diplomático entre EUA e Irã. Em entrevista à Fox News, Trump disse que pretende endurecer o tom nas negociações com Teerã e que a China quer a reabertura do estreito. No horário citado, o Brent saltava 3,4%, para mais de US$ 109 por barril.

Nos últimos dias, dados de inflação acima do esperado nos EUA e na China evidenciaram os efeitos do conflito no Oriente Médio.

Trump encerrou hoje sua visita à China, após uma série de reuniões com Xi que trataram de temas como o comércio bilateral, a ampliação da cooperação econômica e Taiwan. Investidores acompanham atualizações sobre eventuais acordos comerciais em áreas como soja, carne bovina e aviões americanos.

Apesar do otimismo em relação às relações entre EUA e China, alguns analistas defendem que quaisquer anúncios devem ser recebidos com cautela. "Acordos de manchete devem ser encarados com um grau saudável de ceticismo", escreveram Leahy Fahy e Julian Evans-Pritchard, economistas da Capital Economics, em nota.

Já no Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer enfrenta mais uma disputa para se manter no cargo, após seu rival no Partido Trabalhista, Andy Burnham, abrir caminho para chegar ao Parlamento, o que pode viabilizar um desafio à liderança.

Burnham, atual prefeito de Manchester e candidato de perfil mais à esquerda, não é deputado. No entanto, o parlamentar trabalhista por Makerfield, Josh Simons, anunciou que renunciará ao mandato, abrindo espaço para que Burnham concorra à cadeira em uma eleição suplementar e, assim, fortaleça uma eventual candidatura à liderança do partido.

Starmer vem sendo pressionado a deixar o cargo desde que o Partido Trabalhista sofreu uma derrota expressiva nas recentes eleições locais e regionais.

Às 6h43 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 1,42%, a de Paris recuava 1,39% e a de Frankfurt cedia 1,73%. As de Milão, Madri e Lisboa, por sua vez, tinham quedas de 1,74%, 1,45% e 0,51%, respectivamente.


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postado em 15/05/2026 09:01
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