
Puxada principalmente pela alta dos preços dos alimentos e da energia elétrica, a prévia da inflação oficial voltou a ganhar força em maio, refletindo pressões disseminadas no custo de vida. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) avançou 0,62% no mês, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (27/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O indicador veio acima das expectativas do mercado, que projetavam alta de 0,53% para o mês. Ainda assim, a variação representa desaceleração em relação ao avanço de 0,89% registrado em abril. No mesmo período de 2025, a taxa havia sido de 0,36%.
Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, alimentação, habitação e saúde concentraram as maiores pressões inflacionárias em maio, exercendo os principais impactos sobre o índice no período.
No caso dos alimentos, o grupo de alimentação e bebidas voltou a pesar no resultado, com alta de 1,38% no mês. O avanço foi influenciado principalmente pelo encarecimento de itens básicos da mesa das famílias, como batata-inglesa, tomate, leite longa vida e carnes, que contribuíram para a elevação do grupo no período.
As contas de energia elétrica também subiram 2,16% no mês, refletindo a adoção da bandeira amarela nas tarifas residenciais. A medida, definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), implica cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, pressionando o custo da conta de luz das famílias.
Acima da meta
Em 12 meses, o índice acumula alta de 4,64%, permanecendo acima do centro da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central. O resultado também é o mais elevado desde outubro do ano passado, quando a taxa alcançou 4,94% e superou o teto da banda de tolerância de 1,5 ponto percentual em torno da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3%.

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