A diretora técnica da Fundação Parque Tecnológico da Paraíba (PaqtcPB) e pró-reitora de Pós-graduação e Pesquisa da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Nadja Oliveira, pontuou a importância da pesquisa acadêmica na cadeia de processos da inovação tecnológica e proteção de propriedade intelectual no Summit Propriedade Intelectual na Agenda Pública: O que está em jogo para a Saúde?, promovido pelo Correio Braziliense em parceria com a Interfarma, nesta segunda-feira (4/5).
A pesquisadora destaca que a inovação é a “última etapa da transferência de tecnologia”. “Na Paraíba, somos um case muito interessante. Há cinco anos estamos no primeiro lugar do pódio de patentes entre as universidades brasileiras. Isso vem de um trabalho fortalecido da valorização do que produzimos na academia.”
No carnaval deste ano, a tecnologia de identificação do metanol foi motivo de orgulho para a universidade estadual. “A cromatografia, que é uma tecnologia muito conhecida de ensaio, mas muito mais apurada, [foi aplicada] de uma forma mais linear para a identificação do metanol e de outros contaminantes que pudessem estar na bebida destilada”, exemplificou.
Oliveira avaliou que os investimentos públicos nas universidades acabam não sendo políticas de Estado, mas, sim, de governo. “A cada mudança, a cada processo eleitoral, processo de mudança de gestores, o cenário é de incerteza da política pública que sustenta este arcabouço.”
“Vivemos isso durante a pandemia [da covid-19]. Percebemos que, para várias coisas, a gente era montador de equipamentos e não produzíamos o essencial, inclusive para as vacinas, quando, na verdade, a gente tem uma qualidade dentro das universidades muito robusta”, afirmou.
Nadja também ponderou que a entrada do segundo setor, isto é, as empresas multinacionais e indústrias, dentro das universidades representou na Paraíba um “diferencial muito grande”.
“Porque temos, por exemplo, unidades Embrapii [Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial] que desenvolvem projetos com pesquisadores, com laboratórios e que a gente aporta recursos. A gente não aporta hoje recursos só na universidade e no parque tecnológico de Capes, CNPq e Finep”, explicou Nadja que acrescentou, ainda, que a Paraíba terá o primeiro computador quântico do país, parceria entre a China e o Brasil.
