Ações como pesquisas, debates e investimentos em propriedade intelectual na área de saúde devem ter o bem-estar do paciente como objetivo principal. Esse foi o argumento da advogada Luana Ferreira Lima, que representa a Associação Brasileira de Câncer no Sangue (Abrale), em seu discurso de encerramento do Summit Propriedade Intelectual na Agenda Pública: O que está em jogo para a Saúde?, realizado nesta segunda-feira (4/5), no auditório do Correio Braziliense.
Ela, que também é gerente de PolíticaS Públicas na Abrale e representante do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer, enfatizou que a inovação só faz sentido se resultar em acesso equitativo e oportuno ao paciente. "O verdadeiro valor da inovação está no impacto real que ele vai gerar na vida das pessoas, no impacto para a nossa sociedade", afirmou Luana.
Além do fator bem-estar do paciente ter sido colocado por Luana como objetivo para quaisquer esforços na área de inovação em saúde, a especialista considerou como necessárias ações para agilizar o processo de chegada de novas soluções para doenças aos pacientes.
"Existe um desalinhamento hoje dentro do sistema de saúde e uma distância entre a priorização de tomada de decisão para que isso chegue de fato lá na ponta (no paciente)", constatou. "A gente ainda tem grande distância entre o direito do paciente e as discussões que são feitas no âmbito do Legislativo e do STF (Supremo Tribunal Federal)", acrescentou Luana.
