Assim como na reunião de março, o Comitê de Política Monetária (Copom) mais uma vez debateu alterações mais amplas no balanço de riscos para a inflação no encontro de abril. A informação consta na ata da reunião, publicada nesta terça-feira, 5.
No 13º parágrafo, o comitê detalha que, por um lado, considerou que a demora na resolução do conflito no Oriente Médio, com informações incompletas e contraditórias, aumenta a probabilidade de impactos mais duradouros para as cadeias de produção e distribuição.
Por outro, diz, foi debatido que a duração do conflito até esse momento pode ter sido suficiente para materializar alguns riscos, sendo o mais evidente a desancoragem adicional das expectativas de inflação para horizontes mais longos, em particular para o ano de 2028.
"Nesse contexto, o Comitê reafirma seu compromisso no combate dos efeitos de segunda ordem do choque de oferta do petróleo e seus derivados, e serenidade para reunir mais informações ao longo do tempo, em cenário de incerteza elevada", conclui.
Na última quarta-feira, 29, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,75% para 14,50% ao ano.
