IBC-Br

Prévia do PIB cai 0,7% em março e vem pior que o esperado pelo mercado

Indicador do Banco Central mostra desaceleração disseminada entre os setores da economia, apesar de atividade ainda resiliente no primeiro trimestre de 2026

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou queda de 0,7% em março na comparação com fevereiro, já descontados os efeitos sazonais, informou o Banco Central nesta segunda-feira (18/5). 

O resultado veio pior do que o esperado pelo mercado financeiro, cuja mediana das projeções apontava recuo de 0,30%. Em fevereiro, o indicador havia apresentado avanço de 0,87%, dado revisado para cima pelo Banco Central. Na divulgação anterior, a alta informada era de 0,60%.

A desaceleração da atividade econômica em março atingiu diferentes segmentos da economia. O setor de serviços, principal motor do PIB brasileiro, recuou 0,79% no período, após crescimento de 0,57% no mês anterior. A indústria também apresentou desempenho negativo, com queda de 0,23%.

O índice de impostos — componente equivalente aos impostos líquidos sobre produtos nas contas do PIB — caiu 0,21% na mesma base de comparação. Já o indicador que desconsidera os efeitos da agropecuária teve retração mais intensa, de 0,93%, enquanto o índice do setor agropecuário recuou 0,21%.

Na comparação com março do ano passado, o IBC-Br registrou avanço de 3,1%. No acumulado de 12 meses, o indicador passou a mostrar crescimento de 1,8%, segundo dados sem ajuste sazonal.

Mesmo com a queda acima do esperado em março, a atividade econômica acumulou alta de 1,3% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores. Para analistas, o resultado reforça a percepção de que a economia brasileira segue resiliente, sustentada principalmente pelo consumo das famílias e pela força do mercado de trabalho.

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