O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou, nesta segunda-feira (18/5), que as perfurações da Petrobras para checar uma possível existência de petróleo na região da Margem Equatorial brasileira — região entre Amapá e o Rio Grande do Norte — respeitam critérios de conservação da floresta amazônica.
"Ninguém tem mais cuidado com a Amazônia que nós. Temo o maior cuidado, a maior responsabilidade", disse o petista, em discurso realizado no evento de anúncio de investimentos de R$ 37 bilhões na petrolífera.
Esse recurso, investido na Petrobras até 2030, será utilizado para ações como refino, biorrefino, logística, exploração, produção, descarbonização e geração de energia sustentável. Lula, além de defender as ações na Margem Equatorial, justificou o motivo de a empresa brasileira de petróleo contar com os investimentos na região.
"Não podemos deixar de investir em uma riqueza que está a 500 metros da margem brasileira porque a distância é pouca. Daqui a pouco vem Trump (presidente dos Estados Unidos) para dizer que acha que o petróleo da Margem Equatorial é dele. Ele achou que o Canadá era dele", ironizou o presidente brasileiro.
No discurso, Lula também disse que privatizações de ativos da Petrobras — como refinarias e a BR Distribuidora — fizeram parte de estratégia política para "enfraquecer" a empresa.
"O que o Brasil ganhou com a privatização da BR Distribuidora... ela foi privatizada porque se privatizassem a Petrobras, o povo sairia às ruas. Então resolveram vender a Petrobras em parte. Venderam a refinaria da Bahia, venderam a BR Distribuidora. E aí ela (Petrobras) viraria um ovo sem gema, sem proteína, sem essência."
