Imóveis residenciais ofertados pelo programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), do governo federal, responderam por 49% de todas as vendas do setor imobiliário no país no primeiro trimestre de 2026. O dado foi divulgado nesta segunda-feira (25/5), pela Câmara Brasileira da Indústria de Construção (CBIC), no relatório Indicadores Imobiliários Nacionais.
Ao todo, cerca de 54 mil unidades residenciais foram vendidas por meio do MCMV nos três primeiros meses do ano. De acordo com a CBIC, o estoque do programa está estimado em 7,6 meses, o que indica que ele está em ritmo saudável e com demanda aquecida. No 1º trimestre, cerca de 129 mil unidades foram lançadas, o que representa uma queda de 4,4% em relação ao período imediatamente anterior.
Ainda em termos de oferta de unidades por meio do programa, os imóveis do MCMV já são a maioria na região Norte (52%), enquanto que no Sul, a participação dessas unidades é a menor em relação à oferta geral, de apenas 17%. As informações foram coletadas em 221 cidades, incluindo as 27 capitais e respectivas regiões metropolitanas.
Na visão do vice-presidente Financeiro da CBIC, Eduardo Aroeira, o Minha Casa Minha Vida se mostra como o “grande impulsionador” do setor imobiliário nos últimos anos. “(Ele) vem cumprindo o seu papel de tornar realidade o sonho da casa própria para milhões de brasileiros”, comenta.
Vendas gerais
O relatório divulgado pela CBIC também mostra que houve crescimento do número de vendas unidades residenciais no primeiro trimestre do ano, em relação ao mesmo período do ano anterior. De janeiro a março, foram 110 mil unidades comercializadas, no total, o que representa um avanço de 4,1% em relação ao 4T25, e uma queda de 2,6% ante o trimestre imediatamente anterior.
Os maiores crescimentos foram registrados nas regiões Norte e Centro-Oeste, que tiveram aumentos de 11,1% e 10,9%, respectivamente, de vendas de unidades no período. No acumulado dos 12 meses entre abril de 2025 e março de 2026, o país registrou 438 mil imóveis vendidos em todo o setor.
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