O ex-prefeito de Jaguariúna (SP) Gustavo Reis, que governou o município por três mandatos (2009-2012, 2017-2020 e 2021-2024), comentou nesta quarta-feira (17/6) sobre os desafios que a inteligência artificial (IA) gera para o setor público. Segundo ele, o maior desafio vai além de adotar novas tecnologias, e compreende transformar as inovações em resultados concretos para a população.
“O Brasil precisa ganhar velocidade. Nós vivemos a maior transformação digital desde a chegada da internet. E não existe cidade inteligente sem gestão inteligente. A tecnologia, ela se faz melhorar, e só faz sentido, quando ela de fato transforma a vida da população. E esse é o nosso objetivo”, disse Reis, que também atuou como presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas.
- Leia também: Estado tem obrigação de prestar serviço melhor que o setor privado, diz relator de projeto sobre IA
A declaração do líder sindical ocorreu durante a 7ª edição do Brasília Summit, organizado pelo Lide e pelo Correio Braziliense. O evento aconteceu no Hotel Brasília Palace, na manhã de hoje.
Reis citou uma experiência de inovação adotada no município paulista, quando ainda era prefeito, na área da mobilidade. No seu primeiro mandato, em 2009, ele implementou um aplicativo para informar o momento exato que o ônibus chega à estação. “Isso facilita e facilitou a vida de inúmeros moradores, que poderiam chegar cinco minutos antes do seu ônibus e poder acompanhar o período do trajeto”, lembrou.
Desta forma, o ex-prefeito disse que é preciso contribuir com uma cultura de gestão baseada em dados, na qual os servidores públicos estariam compenetrados em sair para “fora da caixinha”. Ele acredita que o desafio não é a tecnologia em si, mas a capacitação, mudança da mentalidade, formação de lideranças e governança de dados.
Inovação nas cidades
Segundo ele, a inovação também não se restringe às cidades grandes, mas também às médias e pequenas.
“O futuro não pertence apenas às capitais. Cidades médias podem inovar com mais agilidade, transformando-se em laboratórios de transformação digital. Essa é uma grande oportunidade para quem busca efetivamente também a qualidade de vida. O tamanho da cidade não determina a sua capacidade de inovar. O que determina é a coragem de liderar mudanças”, concluiu.
