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Estado tem obrigação de prestar serviço melhor que o setor privado, diz relator de projeto sobre IA

Deputado Aguinaldo Ribeiro avalia que o serviço público precisa evoluir para atrair melhores funcionários

Parlamentar destaca a necessidade de olhar para o orçamento público e a transformação digital -  (crédito: Marcelo Ferreira CB/DA Press)
Parlamentar destaca a necessidade de olhar para o orçamento público e a transformação digital - (crédito: Marcelo Ferreira CB/DA Press)

O deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) acredita que o debate sobre o uso da inteligência artificial pelo Estado passa pela evolução do serviço público, como um todo. Segundo ele, é necessário uma consciência humana de quem está à frente da governança para cuidar sobre esse tema, para além do uso de tecnologias de ponta, em si, como a IA generativa, que ganhou terreno nos últimos anos.

“Eu acho que o Estado tem a obrigação de prestar um serviço melhor do que o setor privado”, disse o parlamentar, que é o relator da proposta sobre inteligência artificial em discussão na Câmara dos Deputados. “E estamos falando também sobre soberania. Isso tudo está caminhando junto. Mas isso também não se faz com discurso, não se faz. Isso só se faz com decisão de governança e investimento”, destacou durante participação na 7ª edição do Brasília Summit, organizado pelo Lide e pelo Correio Braziliense. O evento aconteceu no Hotel Brasília Palace, na manhã desta quarta-feira (17/6).

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No evento, o parlamentar destacou a necessidade de olhar para o orçamento público e a transformação digital, que precisa passar por um ganho de eficiência do próprio Estado brasileiro. Ele defende um Estado “cada vez menor, mas mais eficiente” e com uma maior remuneração para os servidores. Nesse contexto, ele mencionou a falta de mentes qualificadas para esse processo.

“Foi a maior dificuldade que eu tive como ministro de Estado. Eu fui ministro de Estado das Cidades. Quando cheguei lá, a gente tinha o desafio da mobilidade urbana. Eu digo: vou contratar o melhor cara do Brasil. Fui atrás de saber quem era o melhor cara do Brasil em mobilidade. Fui procurar ele e, na minha conversa, disse que eu queria contratá-lo para ser o secretário nacional de mobilidade urbana”, contou o deputado.

“O cara ficou muito tocado. Perguntou quanto era o salário. Quando eu disse quanto era o salário, ele disse: 'Olha, eu vou ajudar, mas vou lhe ajudar de outra forma, porque eu ganho 10 vezes mais do que o senhor está me oferecendo'. A gente não conseguia ter gente. Então quem vai para o serviço público, como nós nos dedicamos a esse serviço público, vai por vocação hoje no Brasil, mas a gente precisa ter uma transformação disso também e sair dessa hipocrisia em que a gente vive”, emendou o parlamentar.

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postado em 17/06/2026 12:12 / atualizado em 17/06/2026 12:16
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