CB Debate

Brasil tem capacidade de ser referência em gestão pública com IA, diz Sinfor-DF

O líder sindical, que também é head do Lide Conteúdo, acredita em um potencial bilionário para o país nos próximos anos

O presidente do Sindicato das Indústrias da Informação do Distrito Federal (Sinfor-DF) e head do Lide Conteúdo, Carlos Jacobino, destacou o potencial brasileiro para ser referência no processo de avanço tecnológico em meio à revolução da inteligência artificial. Ele acredita que, apesar de estar em posição de desvantagem no setor privado, o país tem capacidade de impulsionar os serviços públicos por meio de ferramentas baseadas em IA.

“Eu acredito que, em especial, na gestão pública, pela competência dos nossos gestores, pela qualidade do capital humano brasileiro, pela criatividade das nossas pessoas, em especial pela força dos nossos empresários de tecnologia, nós temos condições, sim, de sair na frente e sermos mais uma vez referência em políticas públicas”, disse Jacobino.

A declaração do líder sindical ocorreu durante a 7ª edição do Brasília Summit, organizado pelo Lide e pelo Correio Braziliense. O evento aconteceu no Hotel Brasília Palace, na manhã desta quarta-feira (17/6).

Jacobino citou a regulação bancária como um exemplo positivo que o Brasil adotou, sobretudo com o Pix, que é referência em sistema de pagamentos para outros países. Ele comentou sobre dados que apontam para um ganho trilionário para a economia global com o avanço da IA para indicar que o país pode dar um salto relevante para a economia nacional.

“Dados da Mackenzie dizem que nós teremos por ano acrescidos à economia global algo em torno de US$ 2,6 a trilhões a US$ 4,4 trilhões por ano. Isso é o que a inteligência artificial está inserindo, está trazendo de impacto direto para a economia. Se nós avaliarmos por baixo, é mais que o PIB brasileiro em 2025. Foi alguma coisa em torno de US$ 2,25 trilhão de dólares”, destacou.

Para o presidente do sindicato, a IA tem potencial em diversas áreas, apesar de algumas já serem mais claras e práticas na vida das pessoas, como o atendimento nas empresas privadas. “Quem não atende bem o seu cliente, inevitavelmente vai perder o seu cliente. E a gestão pública também pode melhorar muito o atendimento ao cidadão com a utilização aí dos chatbots, as ferramentas de resposta automática, hoje com um nível de qualidade muito grande”, mencionou Jacobino.

Mais Lidas