Relações Exteriores

Fiemg alerta para impacto do tarifaço dos EUA na competitividade da indústria brasileira

De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, a nova tarifa de 25% cria uma desvantagem em relação a fornecedores de outros países que disputam os mesmos compradores nos Estados Unidos

A federação teme que a medida provoque a substituição de fornecedores nacionais por empresas de outros países -  (crédito: Fibra)
A federação teme que a medida provoque a substituição de fornecedores nacionais por empresas de outros países - (crédito: Fibra)

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) manifestou preocupação com a decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, anunciada nesta quarta-feira (15/7). Segundo a entidade, a medida pode comprometer a competitividade da indústria nacional e dificultar o acesso de empresas brasileiras ao mercado norte-americano.

De acordo com a federação, a nova tarifa cria uma desvantagem em relação a fornecedores de outros países que disputam os mesmos compradores nos Estados Unidos. O impacto, entretanto, deverá variar conforme os produtos atingidos, a classificação tarifária de cada mercadoria e o tratamento concedido aos concorrentes internacionais.

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A Fiemg avalia que a medida pode provocar uma série de consequências para os exportadores brasileiros, incluindo a substituição de fornecedores nacionais por empresas de outros países, pressão para redução de preços e margens de lucro, além da necessidade de renegociar contratos, prazos e condições comerciais.

Para a coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais do Centro Internacional de Negócios da Fiemg, Verônica Winter, ainda há incertezas que precisam ser esclarecidas.  “A tarifa de 25% altera de forma expressiva as condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado norte-americano. Será fundamental garantir clareza sobre os produtos atingidos, os prazos de implementação da medida e o tratamento dos contratos em andamento, reduzindo as incertezas para as empresas exportadoras”, afirmou.

Diante do cenário, a entidade defende a intensificação das negociações entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos. A federação também destaca a importância de estabelecer regras claras para contratos já firmados, cargas em trânsito e para a implementação da nova tarifa, a fim de evitar uma perda prolongada de competitividade da indústria brasileira no mercado internacional.

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postado em 16/07/2026 10:33 / atualizado em 16/07/2026 10:38
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