A estrutura será destinada ao uso de empresas, universidades, instituições científicas e governos para treinamento de modelos, realização de pesquisas e desenvolvimento de aplicações de IA. Segundo o governo, projetos brasileiros que atualmente demandam processamento em larga escala podem depender da contratação de capacidade computacional no exterior.
O pacote também prevê cooperação tecnológica com empresas chinesas para ampliar a capacidade de supercomputação no Brasil, desenvolver modelos de inteligência artificial em língua portuguesa e formar profissionais. Outra frente será a participação brasileira em um esforço internacional para o desenvolvimento de chips com arquitetura aberta RISC-V, com o objetivo de ampliar as possibilidades de inovação tecnológica e reduzir a dependência de arquiteturas proprietárias.
As medidas incluem ainda a estruturação da chamada Nuvem Brasileira, em parceria entre os setores público e privado. A proposta é desenvolver no país infraestrutura e tecnologia para armazenamento e processamento de dados e sistemas, estimular fornecedores nacionais e reduzir a dependência de grandes provedores estrangeiros. Também está prevista a implantação do Centro Nacional de Transparência Algorítmica e IA Confiável.
Na avaliação do governo, a ampliação da infraestrutura computacional deve criar condições para que empresas brasileiras, startups, universidades e centros de pesquisa desenvolvam e treinem modelos de inteligência artificial no país. A expectativa é que o aumento da capacidade instalada também impulsione pesquisas, inovação e o desenvolvimento de novos produtos, serviços e negócios.
As iniciativas preveem ainda aplicações em áreas como saúde, agricultura, previsão climática, prevenção de desastres, indústria e serviços públicos, além da formação e qualificação de profissionais e pesquisadores.
Com o conjunto de medidas, o governo afirma buscar uma mudança na posição do Brasil no setor, para que o país deixe de atuar predominantemente como usuário de tecnologias de inteligência artificial e passe também a desenvolver soluções próprias.