W3 | A AVENIDA DE BRASÍLIA
Mais de 25 mil carros passam pela W3 diariamente
Do lado Sul ao Norte, o fluxo de veículos é intenso. Semáforos espalhados por todo a via diminuem a velocidade do trajeto, mas trazem segurança aos pedestres
W3 | A AVENIDA DE BRASÍLIA
Do lado Sul ao Norte, o fluxo de veículos é intenso. Semáforos espalhados por todo a via diminuem a velocidade do trajeto, mas trazem segurança aos pedestres
“Brasília, o trânsito do futuro”. Essa era uma das manchetes do caderno de Turismo do Correio Braziliense, em 1969. Desde o início, a cidade tem a fama de ter sido construída especialmente para os automóveis e o tráfego intenso da W3 Sul e Norte justifica essa ideia.
Durante os dias da semana, um mar de carros e ônibus toma as duas avenidas, levando e trazendo pessoas do Distrito Federal e Entorno. Estudantes, trabalhadores e quem simplesmente vai às diversas lojas ou prédios institucionais da W3 mantêm o fluxo do início da manhã até tarde da noite.
De acordo com o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), diariamente, uma média de 15 mil veículos transitam pela W3 Sul. Outros 10 mil circulam no lado Norte da avenida. O transporte público do Distrito Federal também passa por lá: a Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob) aponta que a W3 Sul recebe 122 linhas de ônibus e a W3 Norte, 108.
Giovanna Peregrino, 29 anos, auxiliar de cozinha, dirige pela avenida a caminho do trabalho e afirma que o trânsito pode ficar complicado em alguns dias. “Ultimamente, tem sido ruim por conta das obras. A sinalização está desligada em alguns pontos e o brasiliense dirige como se fosse dono do mundo”, reclama.
Para Marcelo Serejo, a W3 não tem estrutura adequada dada a quantidade de pedestres e pessoas que pegam transporte público na via. “As paradas sempre cheias. As que tem não comportam a quantidade de gente que pega ônibus ali”, diz ele, que pega ônibus no início da W3 Norte. Em período de chuva, fica ainda mais complicado, já que a cobertura é insuficiente.
O primeiro semáforo na W3 Sul foi inaugurado em 1974, no acesso ao Setor Comercial Sul que fica no início da avenida. Na ocasião, o Correio afirmou que a novidade trouxe “nova ordem” ao trânsito da Capital Federal.
Mais de 50 anos depois, a W3 Sul e Norte contam com 53 cruzamentos semaforizados, de acordo com o Detran. Os dispositivos incluem fiscalização de avanço de sinal e controle eletrônico de tráfego. Cerca de 29 radares de fiscalização eletrônica também estão instalados nas duas avenidas.
As medidas de segurança, no entanto, também significam um trajeto mais demorado, impactando a vida de quem transita pelas avenidas. “Especialmente no transporte público, o trajeto da W3 costuma ser muito mais lento do que em outros locais”, afirma a servidora pública Ana Júlia Mendes, 29. “Procuro sempre optar pelas linhas que vão pelo SIG e passam direto no início da W3, para não me atrasar — mesmo fora do horário de pico.”
O estudante Bernardo Braga, 20 anos, reconhece a importância da sinalização devido à circulação nas avenidas. “É justamente pelo fluxo intenso de carros que os semáforos são necessários para os pedestres”, observa. “Seria muito perigoso atravessar as faixas.”
As recentes obras de revitalização no lado Sul da avenida trouxeram melhorias na mobilidade. As faixas exclusivas de ônibus tiveram o pavimento asfáltico substituído por pavimento rígido, mais resistente ao tráfego intenso do transporte público.
Já na Asa Norte, nos últimos meses, as quadras 715 e 714 tiveram o cruzamento alterado por um dispositivo viário que visa organizar o fluxo de veículos. Segundo a Secretaria de Obras, a medida orienta que motoristas que desejam acessar a W3 Norte no sentido Brasília Shopping utilizem a faixa mais à esquerda. Já os veículos que pretendem apenas cruzar a via devem permanecer na faixa central; e aqueles que seguem em direção ao Hospital Santa Helena devem se posicionar na faixa mais à direita.
As quadras 716 e 713 também estão recebendo obras de recuperação do pavimento asfáltico nos dois sentidos, com serviços de fresagem e nova capa asfáltica. Na 716, as obras ocasionaram desligamentos temporários dos semáforos, além de uma obstrução para veículos que iam das quadras 300 para as 700, o que causou confusão entre pedestres e motoristas.
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