O Mubadala Brazil SailGP Team abre a temporada 2026 do SailGP com mudanças importantes a bordo e a expectativa de consolidar o salto competitivo apresentado no último ano. Após uma estreia marcada por evolução, duas vitórias em regatas e o vice-campeonato na Impact League, a equipe brasileira estreia no novo calendário em Perth, na Austrália, entre 16 e 18 de janeiro.
A temporada 2026 será a mais longa da história da liga mundial de vela — que utiliza os catamarãs F50, considerados os mais velozes do planeta — e terá 13 etapas, incluindo uma inédita passagem pelo Brasil, com o Rio de Janeiro recebendo a competição em 11 e 12 de abril.
Para subir mais um degrau na tabela, o time ajustou a formação. As saídas de Andy Maloney para a equipe da Suécia e de Leigh McMillan para a França abriram espaço para reforços experientes do circuito internacional.
O italiano Pietro Sibello, que até então atuava como técnico, assume a função de wing trimmer, responsável pelo controle da asa rígida do F50. O dinamarquês Rasmus Køstner, ex-ROCKWOOL Racing, passa a ser o flight controller, papel central para manter o catamarã “voando” acima da água em alta velocidade.
O comando técnico fora d’água também mudou. O novo treinador é o britânico Paul Brotherton, nome de referência no alto rendimento, que liderou ciclos olímpicos vencedores da equipe britânica feminina.
“A temporada passada foi de aprendizado acelerado. Mostramos que o Brasil tem talento para competir com potências históricas da vela”, destacou Martine Grael, capitã do time e primeira mulher a ocupar o posto de driver na história do SailGP. “Com o Rasmus, o Pietro e o Paul, ganhamos uma nova dinâmica para brigar por resultados ainda mais consistentes”, analisou a bicampeã olímpica.
A espinha dorsal brasileira permanece com Marco Grael, Mateus Isaac e Breno Kneipp, responsáveis pela potência dos pedais como grinders. O britânico Paul Goodison segue como estrategista, enquanto Richard Mason atua como reserva.
Calendário
Com quatro novos locais — Halifax, Rio de Janeiro, Perth e Bermuda —, o circuito cresce e amplia presença global. As três primeiras de 13 etapas serão disputadas na Oceania, antes da aguardada chegada ao Brasil.
A Baía de Guanabara, palco de medalhas olímpicas e um dos cenários náuticos mais emblemáticos do país, receberá pela primeira vez o campeonato. Será também a estreia da SailGP na América do Sul. O restante da temporada passa por Bermuda, Nova York, Halifax, Portsmouth, Sassnitz, Espanha, Saint-Tropez e encerra nos Emirados Árabes, com a Grande Final em Abu Dhabi em 28 e 29 de novembro.
Além da performance na água, o projeto brasileiro amplia sua estrutura empresarial e logística. Mais de 20 profissionais atuam nas áreas de engenharia, performance, operações e comunicação, consolidando o time como um dos mais organizados da liga.
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