
A atual versão da Seleção Brasileira tem as impressões digitais do técnico Carlo Ancelotti, mas tem como ponto de partida o Adenor Leonardo Bachi, o Tite, o dono da prancheta verde-amarela nas Copas do Mundo de 2018 e 2022.
Dos 26 convocados pelo treinador italiano durante megaevento nesta segunda-feira (18/5), 15 tentaram bordar a sexta estrela no escudo da Seleção durante a campanha no Catar. Os goleiros são os mesmos — Alisson, Ederson e Weverton.
Entre os defensores, Alex Sandro, Bremer, Danilo e Marquinhos. Os meias são praticamente os mesmos: Casemiro, Bruno Guimarães, Fabinho, Lucas Paquetá. A exceção na meiúca é o botafoguense Danilo. Os remanescentes do ataque são Vinicius Junior, Raphinha, Neymar e Gabriel Martinelli.
Outros homens de confiança de Tite em 2022 que poderiam ter pintado na lista de Ancelotti para 2026 eram Thiago Silva, Richarlison e Pedro. Rodrygo, intocável com o italiano, não integra o grupo devido à grave lesão.
A lista de Ancelotti tem a maior repetição de convocados da história da Seleção em Copas. Até então, o recorde pertencia à relação para a caça ao bicampeonato no Chile em 1962, com 14 campeões na Suécia em 1958.
A maior renovação remete à edição da Itália, em 1934, quando o técnico Luís Vinhaes chamou apenas o atacante Carvalho Leite e o meia Pamplona.
Após a eliminação para a Croácia nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022, Tite foi questionado sobre legado e foi sóbrio: "O tempo pode responder melhor. Por mais humano e coerente que seja, não tenho condição de avaliar todo o trabalho. Mas, com o passar do tempo, as pessoas vão fazer uma avaliação devida".
Tite se inspira em Ancelotti e desenvolveu amizade com o italiano durante “estágio” no Real Madrid em 2015. O brasileiro, inclusive, escreveu um depoimento para a edição brasileira do livro Liderança Tranquila, de Ancelotti. A recíproca é verdadeira.
Ancelotti é o quarto técnico importado da história da Seleção, depois do português Joreca (1944), do uruguaio Ramón Platero (1944) e do argentino Filpo Núñez (1965). Teve o privilégio de convocar 26 jogadores. Até 1998, os treinadores chamavam, no máximo, 22 boleiros. O número subiu para 23 de 2006 a 2018. Com a pandemia, a Fifa autorizou 26 chamados.
A Seleção Brasileira se apresentará na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), em 27 de maio. No dia 31, despede-se do país no amistoso contra o Panamá, no Maracanã. Em 1º de junho, embarca para os Estados Unidos. O último teste de Ancelotti será contra o Egito (6/1), em Cleveland. A estreia na Copa será contra Marrocos (13/6). Depois, a Amarelinha encara Haiti (19/6) e Escócia (24/6).
Os 26 convocados
Goleiros
Alisson (Liverpool)
Ederson (Fenerbahçe)
Weverton (Grêmio)
Defensores
Alex Sandro (Flamengo)
Bremer (Juventus)
Danilo (Flamengo)
Douglas Santos (Zenit)
Gabriel Magalhães (Arsenal)
Roger Ibañez (Al Ahli)
Léo Pereira (Flamengo)
Marquinhos (Paris Saint-Germain)
Wesley (Roma)
Meio-campistas
Bruno Guimarães (Newcastle)
Casemiro (Manchester United)
Danilo (Botafogo)
Fabinho (Al Ittihad)
Lucas Paquetá (Flamengo)
Atacantes
Endrick (Lyon)
Gabriel Martinelli (Arsenal)
Igor Thiago (Brentford)
Matheus Cunha (Manchester United)
Neymar (Santos)
Raphinha (Barcelona)
Rayan (Bournemouth)
Vinicius Junior (Real Madrid)

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