Mesmo de fora do conjunto de 48 seleções classificadas à Copa do Mundo de 2026, a China acabou representada no Mundial sediado no México, Canadá e Estados Unidos. A presença, no entanto, não ocorreu dentro dos gramados. Durante a festança na abertura do torneio, no Estázio Azteca, na Cidade do México, nesta quinta-feira (11/6), dois bonecos Labubu dançaram nas proximidades do palco montado para o show inaugural.
Os bonecos, apesar de estarem na América do Norte, têm origem no oriente. A Pop Art, marca de brinquedos responsável pela febre, que também chegou ao Brasil, nasceu na China. Já o personagem, criado em 2015 pelo artista Kasing Lung, foi criado em Hong Kong.
Por meio de "caixas surpresa" (blind boxes, em inglês), diferentes cores e versões do boneco comercializadas mundo afora se tornaram numa febre mundial. Os monstrinhos de pelúcia com orelhas pontudas, dentes afiados e olhos esbugalhados se tornaram ainda mais famosos quando Lisa, membro do quarteto de K-Pop Blackpink, passou a usar o objeto como acessório, por exemplo, pendurado em bolsas de grife. Dessa forma, tornou o brinquedo em item de moda e colecionismo de luxo.
Na Copa do Mundo, a aparição ocorreu, na realidade, por motivos comerciais. A Fifa, entidade máxima do futebol mundial, firmou parceria com a Pop Mart em março de 2026. Assim, versões exclusivas dos Labubu foram feitas para o Mundial. Nesta quinta, um boneco com pelagem marrom e outro com branca brincaram com acessórios em momento descontraído junto à torcida.
Internautas fizeram registros nas redes sociais sobre a situação. Muitos, inclusive, estranham a apariação dos bonecos. Outros, enquanto isso, notaram que os Labubus foram chamados de "mascotes da Copa" durante uma transmissão de TV. Os mascotes do torneio são, na verdade, Maple (Canadá), um alce; Zavu (México), uma onça; e Clutch (EUA), uma águia careca.
