MUNDIAL
Qual a chance de o Brasil ser hexa na Copa 2026? Matemáticos têm a resposta
Uma simulação matemática aponta o Brasil na quinta posição entre as seleções favoritas ao título da Copa do Mundo de 2026, com 8,3% de chances de vitória
MUNDIAL
Uma simulação matemática aponta o Brasil na quinta posição entre as seleções favoritas ao título da Copa do Mundo de 2026, com 8,3% de chances de vitória

Com a chegada da Copa do Mundo de 2026, uma das perguntas mais frequentes entre os brasileiros é: qual a chance de o Brasil conquistar o tão sonhado hexacampeonato? Sem crenças ou achismos, um estudo baseado em estimativas matemáticas coloca a Seleção Brasileira na quinta posição entre as favoritas ao título.
A simulação foi realizada pelo projeto Previsão Esportiva no início do torneio, em 11 de junho. O estudo reproduziu a competição 1 milhão de vezes utilizando dados históricos e estatísticos relacionados às seleções participantes.
A iniciativa é conduzida por pesquisadores e professores universitários das áreas de Matemática e Computação. Fazem parte profissionais da Universidade de São Paulo, Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal de São Carlos, Universidade Federal de Mato Grosso, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal do Paraná e NEOMA Business School.
Ao todo, serão nove atualizações ao longo da Copa do Mundo, acompanhando o desempenho das equipes até as semifinais, previstas para 15 de julho.
Atualmente, a Espanha lidera o ranking de favoritismo. Na sequência aparecem França, Inglaterra e Portugal. O Brasil ocupa a quinta colocação com 8,3% de chances de ser campeã da Copa do Mundo de 2026, enquanto o Haiti figura entre as seleções com menor probabilidade de conquistar o título.
Em entrevista ao G1, Ricardo Rocha, professor de Estatística e Inteligência Artificial do Departamento de Estatística da UFBA e um dos coordenadores do Previsão Esportiva, explicou que a probabilidade de uma seleção ser campeã é calculada com base na frequência com que determinado resultado aparece nas simulações.
“Se todas as seleções fossem iguais, a gente dividiria os 100% de probabilidade entre as 48 nações, o que daria uma média de 2% de chance para cada uma. Mas, na realidade, essa conta envolve muitos outros fatores que fazem com que a favorita tenha 14% de chance de vencer”, afirmou o professor.
Entre os critérios utilizados na simulação estão o ranking da FIFA, o ranking Elo, que mede a força competitiva atual das seleções, o valor de mercado dos jogadores convocados, o desempenho recente das equipes, o histórico em Copas do Mundo e o fator anfitrião, que considera a vantagem de atuar em casa.
Como destaca o pesquisador, a tentativa de quantificar o caminho das seleções no torneio leva em conta diversos aspectos, já que as equipes não possuem, na prática, as mesmas condições de disputa.
Ricardo Rocha também ressaltou que as dez primeiras colocadas do ranking concentram quase 80% das chances de levantar a taça. Segundo ele, o dado evidencia a desigualdade técnica entre as seleções e o alto nível de dificuldade da competição. “A Copa é um campeonato muito difícil mesmo para as favoritas. Estar jogando bem só te dá chance de bater de frente com as outras favoritas”, concluiu.
1. Espanha - 15.9%
2. França - 14.8%
3. Inglaterra - 10.3%
4. Portugal - 9.9%
5. Brasil - 8.3%
6. Argentina - 8.2%
7. Alemanha - 5.6%
8. Holanda - 4.5%
9. Noruéga - 2.4%
10. Bélgica - 2.2%
*Estagiária sob supervisão de Paulo Floro.