RAÍZES NO DF

Como Ceilândia ajudou o Irã a segurar a Bélgica na Copa

Marca de luvas criada na maior região administrativa do Distrito Federal, Raptor equipa seis goleiros no torneio e ganha holofotes após a atuação do paredão Beiranvand

Foto de perfil do autor(a) Victor Parrini — Enviado especial
Victor Parrini — Enviado especial
22/06/2026 15:05
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Alireza Beiranvand celebra o empate contra a Bélgica pela segunda rodada da Copa -  (crédito: Frederic J. Brown/AFP)
Alireza Beiranvand celebra o empate contra a Bélgica pela segunda rodada da Copa - (crédito: Frederic J. Brown/AFP)

Nova Jersey — O Distrito Federal voltou a ter representantes em uma Copa do Mundo depois de 16 anos. Endrick e Igor Thiago são os elos da capital com a Seleção Brasileira na busca pelo hexacampeonato. Mas a presença brasiliense no torneio vai além das quatro linhas. Criada em 2018 e sediada na Ceilândia, a marca de luvas Raptor equipa seis goleiros desta Copa do Mundo e aparece como a quarta fabricante com mais titulares na competição.

O principal destaque até agora veio no empate sem gols entre Irã e Bélgica. Utilizando luvas da empresa brasiliense, Alireza Beiranvand realizou sete defesas, segurou a pressão belga e foi eleito o melhor jogador da partida. O reconhecimento colocou a marca do Distrito Federal em evidência em uma das maiores vitrines do futebol mundial.

A relação da Raptor com o futebol iraniano não é recente. Líder de mercado no país asiático, a empresa decidiu investir em Beiranvand após a Copa do Mundo do Catar. Hoje, o goleiro é um dos seis atletas patrocinados pela marca presentes no Mundial disputado nos Estados Unidos, México e Canadá.

Além de Beiranvand, a empresa brasiliense equipa goleiros das seleções de Iraque, Gana, Jordânia e Uzbequistão. Dos seis atletas patrocinados presentes na Copa do Mundo, quatro ocupam a condição de titulares.

A atuação do goleiro iraniano ajuda a explicar o destaque recebido. A Bélgica promoveu uma verdadeira blitz ofensiva, transformando 70% de posse de bola em 23 finalizações. Beiranvand respondeu com sete defesas e foi decisivo para a manutenção do empate sem gols. A exibição lhe garantiu o prêmio de melhor jogador da partida.

O resultado manteve Irã e Bélgica com dois pontos após duas rodadas. Os iranianos ocupam a vice-liderança do grupo graças aos dois gols marcados no empate contra a Nova Zelândia, enquanto o Egito lidera a chave com quatro pontos. Na rodada final, Irã e Egito duelam por uma vaga nas oitavas de final, enquanto Bélgica e Nova Zelândia jogam simultaneamente.

Fundador da Raptor, Bruno Oliveir vê o reconhecimento de Beiranvand como um marco na trajetória da empresa criada na Ceilândia. Para ele, a premiação ultrapassa o desempenho esportivo e simboliza a capacidade de um projeto nascido no Distrito Federal alcançar relevância internacional.

“Ceilândia sempre foi um lugar de pessoas batalhadoras e sonhadoras. Levar o nome da nossa cidade para o mundo por meio do esporte é algo que nos emociona. O reconhecimento a Beiranvand valoriza não apenas a trajetória dele, mas também o trabalho que realizamos diariamente para entregar produtos de alto rendimento aos goleiros”, afirmou.

Para o empresário, a conquista também carrega um significado maior. “É uma conquista que inspira jovens atletas e empreendedores a acreditarem que é possível competir em nível mundial sem abrir mão das nossas raízes”, completou.