O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, enviado pelo Governo Federal ao Congresso Nacional em 31 de agosto, prevê até 32 mil vagas civis para provimento ou criação no Poder Executivo federal. Do total, 19,4 mil estão destinadas à área da educação — o maior contingente entre as áreas previstas. O PLOA também reserva R$ 2,5 bilhões para a contratação de novos servidores ao longo do próximo ano.
Esse valor está dividido em duas partes: R$ 1,3 bilhão para vagas no Executivo federal como um todo e R$ 1,2 bilhão exclusivamente para concursos e contratações nas instituições federais de ensino — universidades, institutos federais e afins. Outros R$ 9,1 bilhões estão reservados para recomposição salarial de servidores civis e militares ativos.
É preciso entender o que a previsão do PLOA significa na prática. O orçamento tem caráter autorizativo: ele prevê o quanto pode ser gasto e quais vagas podem ser providas, mas não garante que todos os concursos serão abertos nem que todos os aprovados serão nomeados. A abertura de editais depende ainda de autorização específica do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e da disponibilidade de recursos ao longo do exercício. Para 2027, o número previsto é inferior ao do PLOA de 2026, que chegou a 89 mil vagas.
Considerando todos os Poderes da União (Executivo, Legislativo e Judiciário), o PLOA 2027 prevê 53.530 vagas para criação e provimento, sendo 4.704 para criação de novos cargos e 48.826 para o preenchimento de cargos existentes. A proposta precisa ser analisada e aprovada pelo Congresso Nacional antes de se tornar a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027.
Anote
- PLOA 2027 enviado ao Congresso em: 31 de agosto de 2026;
- Total previsto (todos os Poderes): 53.530 vagas;
- Total previsto (Executivo federal): até 32 mil vagas;
- Para educação: 19,4 mil vagas (maior fatia);
- Investimento em novas contratações: R$ 1,3 bi (Executivo) + R$ 1,2 bi (instituições de ensino);
- Atenção: previsão não garante edital — depende de autorização do MGI;
*Estagiário sob a supervisão de Ana Sá