Cultura

Estudantes da rede pública debatem solidão em peça no Sesi Taguatinga

Montagem de Há vagas para moças de fino trato, sobre a convivência de três mulheres marcada por hierarquia e julgamento, faz dez sessões exclusivas para turmas da rede pública no Sesi Taguatinga, até 4 de setembro

Correio Braziliense
postado em 01/09/2026 21:29
Escrita em 1974, sob a ditadura militar, a peça é a obra mais cultuada de Araújo e acompanha o convívio de três mulheres num apartamento -  (crédito: Diego Bresani)
Escrita em 1974, sob a ditadura militar, a peça é a obra mais cultuada de Araújo e acompanha o convívio de três mulheres num apartamento - (crédito: Diego Bresani)
O Laboratório de Narrativas Vivas – Grandes Autores do Teatro Brasileiro leva estudantes de escolas públicas do Distrito Federal à peça de Alcione Araújo (1945-2012), na Sala Yara Amaral. O projeto, dirigido por Cléber Lopes, retorna ao mesmo teatro onde cumpriu temporada em maio de 2025.

Escrita em 1974, sob a ditadura militar, a peça é a obra mais cultuada de Araújo e acompanha o convívio de três mulheres num apartamento. O Laboratório usa o texto para discutir liberdade, moralidade e solidão com estudantes que nasceram décadas depois da redemocratização. "No discurso, radicalismos negligenciam o respeito e adoecem as individualidades", afirma Lopes, que soma cinco montagens da peça em 25 anos de trajetória, com especialização pela Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, em 2011, e mestrado pela Universidade de Brasília (UnB), em 2016.


Encenação aproxima plateia do elenco


Nesta montagem, o público não fica na plateia: senta no palco, a poucos metros das atrizes Nalu Miranda, Carol Nemetala e Rosanna Viegas. A sonorização em quadrifonia, assinada pelo sonoplasta português João Lucas, radicado em Lisboa, reproduz os ruídos da casa e da rua e acrescenta camadas simbólicas à cena.

Mediação abre e fecha as sessões


Cada sessão é precedida de uma conversa mediada com a turma e seguida de debate aberto entre público, elenco e equipe técnica. Os estudantes recebem material educativo impresso sobre a peça e o autor. Três das 10 sessões contam com audiodescrição e intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais).

O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

Anote


Laboratório de Narrativas Vivas – Grandes Autores do Teatro Brasileiro


  • Espetáculo: Há vagas para moças de fino trato;

  • Local: Sala Yara Amaral – Sesi Taguatinga;

  • Período: até 4 de setembro;


Sessões exclusivas para turmas de escolas públicas


  • Classificação indicativa: 14 anos;

  • Informações: @C1produtora;


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