Escolas particulares

Deputados e sindicatos discutem a volta às aulas da rede particular

As decisões e exigências serão repassadas em próxima reunião, com o Ministério Público e com representantes das Secretarias de Educação e Saúde

Vitória Silva*
postado em 12/08/2020 16:37 / atualizado em 12/08/2020 17:49
Participantes de reunião da CLDF recomendam volta opcional das aulas na rede particular, começando pelo ensino infantil, seguindo todas as medidas de prevenção -  (foto: CLDF/Reprodução)
Participantes de reunião da CLDF recomendam volta opcional das aulas na rede particular, começando pelo ensino infantil, seguindo todas as medidas de prevenção - (foto: CLDF/Reprodução)

Deputados distritais da Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e representantes do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinepe-DF) e do Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinproep-DF) debateram a retomada das aulas presenciais na rede de ensino particular.


A reunião foi transmitida on-line na manhã desta quarta-feira (12/8). O encontro foi convocado pelo deputado distrital e presidente da comissão, Jorge Vianna (Podemos).


Com a retomada das aulas na rede particular inicialmente prevista para 27 de julho e, então, revogada, os sindicatos e deputados, com o representante do MPT, Angelo Fabiano, propuseram algumas soluções para a retomada segura das aulas da rede particular.


Ficou definido na reunião que o calendário de retorno das escolas particulares precisa ser igual ou semelhante ao calendário das escolas públicas e que as datas só poderão ser previstas quando todos os protocolos de segurança estiverem definidos. Ângelo Fabiano, representante do MPT, afirmou que, enquanto as medidas de prevenção não estiverem claras, o ministério não concordará com qualquer data de retorno.


Dito isso, foi decidido que o Ministério Público do Trabalho fará uma segunda reunião, prevista para esta quinta (13/8), com representantes da Secretaria de Saúde e da Secretaria de Educação para definir todas as medidas de segurança e datas de retorno.


Os participantes da reunião decidiram também que a volta deverá ser opcional, ou seja, pais que não se sentirem seguros de enviar os filhos ao colégio poderão prosseguir com o ensino remoto. Além disso, instituições que estão oferecendo as aulas remotas deverão continuar com o modelo até, pelo menos, o fim deste ano.


Pressa para o retorno


A suspensão das aulas, em razão da pandemia, causou dificuldades financeiras para muitas escolas particulares, principalmente as de educação infantil. Por tal motivo, o presidente do Sinepe, Álvaro Domingues, explicou que a volta da educação infantil precisa ser feita com urgência e não da forma antes prevista, com a volta de alunos mais velhos primeiro. Além disso, ele sugeriu medidas, como o apoio de bancos, para amparar as instituições nesta situação.


Rodrigo de Paula, diretor jurídico do Sinproep, defendeu a volta das aulas iniciando pelo ensino infantil. Ele pede que isso seja feito com todas as prevenções e testagens, e que as primeiras semanas sejam apenas uma fase de teste, para observar as consequências e os resultados da retomada. Além disso, ele afirmou que não há uma justificativa para a volta às aulas presenciais nas escolas maiores e com mais condições financeiras, visto que estas conseguem custear o ensino a distância.

 

*Estagiária sob supervisão da subeditora Ana Paula Lisboa

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