*Por Arthur Dias
Quatro estudantes brasileiros do ensino médio conquistaram medalhas nas categorias prata e bronze na 30ª Olimpíada Ibero-americana de Química, ocorrida este mês em Fortaleza (CE), com a participação de 15 países da América latina e da Península Ibérica. Os estudantes do Ceará Marton Sousa Soares, Ruan Cortês, Breno Barros de Vasconcelos e Davi Lisboa do Nascimento, todos com 18 anos, foram os responsáveis por render ao Brasil três medalhas na categoria prata e uma na bronze.
Organizada pela Associação Brasileira de Química (ABQ), com apoio da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), a competição busca estimular o interesse dos jovens pela disciplina de química, valorizar o conhecimento científico e promover o intercâmbio entre estudantes de diferentes países. O resultado alcançado pelos estudantes é um incentivo para dedicação de outros jovens na educação e em competições desse mesmo campo, além de demonstrar a pluralidade na aplicação do conhecimento da ciência no âmbito educacional.
Os estudantes premiados se dedicaram de maneira intensa a competição e levaram consigo a experiência como um incentivo para continuar nesse caminho. Marton, por exemplo, medalhista de prata e estudante do Colégio Master e morador da região metropolitana de Fortaleza, pretende continuar na área. Seu objetivo é ingressar no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e trabalhar na área de energias renováveis.
Ruan conquistou medalha de prata na competição. Aluno do Colégio Ari de Sá, em Fortaleza, descobriu interesse pela disciplina em aulas experimentais e, com incentivo do professor, participou da competição. Com preparação de dois anos e chegando a estudar 10 horas diárias, Breno Barros de Vasconcelos, aluno do Colégio Farias Brito, em Fortaleza, foi também medalhista da categoria prata.
Além dele, outro estudante da mesma instituição de ensino levou para casa uma medalha de bronze. Além do decoro, na avaliação de Davi, as olimpíadas científicas permitem ir além da preparação para provas e vestibulares, estimulando os estudantes a explorar suas capacidades e descobrir novos interesses. A visão dele mudou quando participava da 60ª Olimpíada Internacional de Química Mendeleev (IMChO), realizada em Moscou, em abril, onde conversou com um estudante chinês sobre a dedicação necessária para aprofundar o conhecimento.
*Estagiário sob a supervisão de Ana Sá