ENEM

Candidatos poderão escolher área de conhecimento no Enem a partir de 2024

A mudança é válida para a segunda parte da prova. A primeira etapa será de conhecimento gerais

Aline Brito
postado em 14/03/2022 23:07
O nono ensino médio começa a ser implementado este ano e prevê uma flexibilização curricular -  (crédito: Foto ilustrativa)
O nono ensino médio começa a ser implementado este ano e prevê uma flexibilização curricular - (crédito: Foto ilustrativa)

Para se adequar ao novo ensino médio, o Enem passará por mudanças a partir de 2024. O candidato poderá escolher a área de conhecimento para realizar a segunda etapa da prova. Além disso, está prevista a inclusão de questões discursivas, e não só de múltipla escolha como é o modelo atual. O parecer que prevê as alterações foi aprovado nesta segunda-feira (14/3), pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).

O nono ensino médio começa a ser implementado este ano e prevê uma flexibilização curricular, em que o aluno estuda um conteúdo básico e escolhem uma área do conhecimento para aprofundar. São quatro áreas e o estudante pode optar por uma entre: Linguagens, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas; Matemática, Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Matemática, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.

Assim, quando o candidato se inscrever para o Enem, deverá escolher uma dessas áreas para fazer a prova, desde que esteja alinhada com o itinerário formativo que ele teve acesso durante o ensino médio e com o curso de ensino superior que almeja. Conforme o texto do CNE aprovado por unanimidade, “a complexidade do Enem reside na segunda etapa do exame que avalia a parte diversificada, os itinerários formativos. É nela que o novo ensino médio enfrentará o seu maior desafio em relação aos objetivos de flexibilidade e diversificação do sistema”.

Novo formato de questões

A ideia, segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, é que a primeira etapa da prova tenha entre 80 a 90 itens. Entretanto, diferente de como é atualmente, o Ministério da Educação (MEC) defende que metade dessa prova seja com questões discursivas.

Ainda não há uma decisão sobre a quantidade de questões da segunda etapa, que será diferente para cada área do conhecimento. Inclusive, não está descartada a hipótese de que toda ela seja discursiva.

Agora, cabe ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) construir as matrizes de referência das etapas do Enem. A partir dessas matrizes que as questões serão elaboradas. “O grande desafio agora será o Inep desenvolver as matrizes que realmente correspondem à Base Nacional e ao novo ensino médio, que deverão ser validadas por especialistas”, ressaltou a presidente do CNE, Maria Helena Guimarães de Castro, em entrevista à Folha.

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