A greve nacional dos Técnicos Administrativos em Educação (TAEs) foi iniciada em 23 de fevereiro. A mobilização da classe é coordenada pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnicos Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra Sindical), que exige o cumprimento de acordos firmados ao fim da greve nacional da categoria realizada em 2024.
As principais exigências dos TAEs são: a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), defesa da jornada de 30 horas, avanço das discussões sobre plantões e a reestruturação das atribuições da carreira. Segundo a Fasubra, cerca de 50% da categoria aderiu à paralisação em diferentes regiões do país.
De acordo com uma das coordenadoras gerais da Fasubra Ivanilda Reis, a principal reivindicação é a abertura de uma mesa para negociação. “Comissão Nacional de Supervisão do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (CNSC/PCCTAE) envia a proposta mas o Ministério da Gestão e Inovação (MGI) altera, nossa luta é para que isso não aconteça,” afirmou. “Tivemos como pauta única para essa greve o cumprimento do acordo de 2024”.
O MGI enviou ao Senado Federal um Projeto de Lei (PL5874/2025) para cumprir o acordo firmado com a categoria em 2024. O texto foi aprovado e sancionado pelo presidente da República em 30 de março. Apesar do avanço, a Fasubra diz que a proposta não atende todas as demandas solicitadas.
O projeto regulamenta o RSC, uma gratificação que poderia representar ganhos salariais entre 5% e 23%. Porém, os técnicos afirmam que a medida aprovada gerou restrições ao acesso dos trabalhadores ao benefício.
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Ao todo, 51 entidades aderiram à greve por todo o país, uma das instituições com as atividades dos técnicos administrativo em educação paralisadas é a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). De acordo com a coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnicos Administrativos em Educação da UFMT (SINTUF-MT), Marilin de Castro, o sindicato está com serviços essenciais funcionando. “Para garantir o atendimento mínimo indispensável, estamos operando com alguns setores sem abrir mão da mobilização da categoria, para que a Universidade não fique sem atividades”.
Os servidores da Universidade de Brasília (UnB) não aderiram ao movimento. A categoria permanceu em greve durante seis meses de 2025. O acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Advocacia-Geral da União (AGU) e Tribunal de Contas da União (TCU) não chegou ao final do processo e ainda está sob análise. Os funcionários também ressaltam que ainda estão repondo os serviços da paralisação anterior.
*Estagiário sob a supervisão de Ana Sá