Greve dos técnicos administrativos continua em instituições de todo o país

Iniciada em 23 de fevereiro, a greve pede a reestruturação da carreira dos profissionais. 51 instituições aderiram a paralisação

Ian Vieira*
postado em 16/04/2026 16:58
Protesto dos técnicos administrativos  -  (crédito: Divulgação/Fasubra)
Protesto dos técnicos administrativos - (crédito: Divulgação/Fasubra)

A greve nacional dos Técnicos Administrativos em Educação (TAEs) foi iniciada em 23 de fevereiro. A mobilização da classe é coordenada pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnicos Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra Sindical), que exige o cumprimento de acordos firmados ao fim da greve nacional da categoria realizada em 2024. 

As principais exigências dos TAEs são: a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), defesa da jornada de 30 horas, avanço das discussões sobre plantões e a reestruturação das atribuições da carreira. Segundo a Fasubra, cerca de 50% da categoria aderiu à paralisação em diferentes regiões do país.

Ivanilda Reis, coordenadoras gerais da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnicos Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil  (Fasubra Sindical)
Ivanilda Reis, coordenadoras gerais da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnicos Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra Sindical) (foto: Arquivo pessoal)

De acordo com uma das coordenadoras gerais da Fasubra Ivanilda Reis, a principal reivindicação é a abertura de uma mesa para negociação. “Comissão Nacional de Supervisão do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (CNSC/PCCTAE) envia a proposta mas o Ministério da Gestão e Inovação (MGI) altera, nossa luta é para que isso não aconteça,” afirmou. “Tivemos como pauta única para essa greve o cumprimento do acordo de 2024”.

O MGI enviou ao Senado Federal um Projeto de Lei (PL5874/2025) para cumprir o acordo firmado com a categoria em 2024. O texto foi aprovado e sancionado pelo presidente da República em 30 de março. Apesar do avanço, a Fasubra diz que a proposta não atende todas as demandas solicitadas.

O projeto regulamenta o RSC, uma gratificação que poderia representar ganhos salariais entre 5% e 23%. Porém, os técnicos afirmam que a medida aprovada gerou restrições ao acesso dos trabalhadores ao benefício. 

Marilin de Castro, coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnicos Administrativos em Educação da UFMT (SINTUF-MT)
Marilin de Castro, coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnicos Administrativos em Educação da UFMT (SINTUF-MT) (foto: Divulgação/SINTUF-MT)

Ao todo, 51 entidades aderiram à greve por todo o país, uma das instituições com as atividades dos técnicos administrativo em educação paralisadas é a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). De acordo com a coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnicos Administrativos em Educação da UFMT (SINTUF-MT), Marilin de Castro, o sindicato está com serviços essenciais funcionando. “Para garantir o atendimento mínimo indispensável, estamos operando com alguns setores sem abrir mão da mobilização da categoria, para que a Universidade não fique sem atividades”.

Os servidores da Universidade de Brasília (UnB) não aderiram ao movimento. A categoria permanceu em greve durante seis meses de 2025. O acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Advocacia-Geral da União (AGU) e Tribunal de Contas da União (TCU) não chegou ao final do processo e ainda está sob análise. Os funcionários também ressaltam que ainda estão repondo os serviços da paralisação anterior.

*Estagiário sob a supervisão de Ana Sá

  • Ivanilda Reis, coordenadoras gerais da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnicos Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil  (Fasubra Sindical)
    Ivanilda Reis, coordenadoras gerais da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnicos Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra Sindical) Foto: Arquivo pessoal
  • Marilin de Castro, coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnicos Administrativos em Educação da UFMT (SINTUF-MT)
    Marilin de Castro, coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnicos Administrativos em Educação da UFMT (SINTUF-MT) Foto: Divulgação/SINTUF-MT

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