A agenda de atos da Associação dos Docentes da UnB (ADUnB) em prol da defesa da Unidade de Referência de Preços (URP) segue nesta semana. Após ameaça do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) de ampliar para 100% o percentual de absorção da Unidade de Referência de Preços (URP), os docentes da Universidade de Brasília (UnB) farão um ato público nesta quarta-feira (13/5), no Ceubinho, do câmpus Darcy Ribeiro às 11h30.
Além das reuniões com docentes que ainda não recebem a URP e do Comitê de Mobilização na última segunda-feira (11/5), a entidade também fará uma reunião com professores aposentados nesta terça-feira (12/5). Além do ato público desta quarta-feira, está previsto também, para agenda de mobilização da associação, uma assembleia com votação do indicativo de greve no auditório da ADUnB, às 15h30 de quinta-feira (14/5). Por fim, haverá reunião na sexta-feira (15/5) com a reitora Rozana Naves.
Em reuniões com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a reitoria da UnB e a ADUnB, o sindicato reforçou reivindicações apresentadas anteriormente. Mas, de acordo com a classe, as respostas foram negativas. Diante do cenário de insatisfação sobre a atual situação da URP, a categoria decidiu intensificar a mobilização com os atos e avaliar se irá ou não deflagrar greve.
De acordo com o 1° tesoureiro da Associação dos Docentes da UnB (ADUnB), Pedro Mandagará, o momento é extremamente delicado. “Mesmo sem qualquer acordo firmado com a categoria e sem trânsito em julgado no Supremo Tribunal Federal (STF), o MGI impôs a absorção de 60%, e ainda ameaça ampliar de forma integral”, disse. “A categoria entendeu a necessidade de intensificar a mobilização e avançar no debate”.
O MGI informou que o sistema de pagamentos só será reaberto para aplicar a absorção integral de reajustes, promoções e progressões. Segundo o Ministério, a medida está relacionada a decisões técnicas e jurídicas envolvendo o Tribunal de Contas da União (TCU).
Além da possibilidade de ampliar a absorção para 100%, o governo também indicou que poderá avaliar a cobrança retroativa desses valores a partir de março de 2025. A possibilidade gerou forte reação entre os docentes, que cobraram uma proposta formal do ministério.
*Estagiário sob a supervisão de Ana Sá