Caso de agressão

UnB manifesta solidariedade a estudante agredido em supermercado da Asa Norte

Em nota, a instituição manifesta solidariedade ao estudante agredido em unidade do Big Box na 408 Norte no último sábado (9/5)

Victor Rogério*
postado em 13/05/2026 16:42 / atualizado em 13/05/2026 17:54
Estudante da UnB foi vítima de agressão em uma unidade do Big Box na 408 Norte, no último sábado (9/5) -  (crédito: Arquivo pessoal)
Estudante da UnB foi vítima de agressão em uma unidade do Big Box na 408 Norte, no último sábado (9/5) - (crédito: Arquivo pessoal)

Com Mariana Reginato

A Universidade de Brasília (UnB) publicou nota de solidariedade ao estudante Matheus Kutsumbos, morador da Casa do Estudante Universitário (Ceu-UnB), que sofreu agressões em uma unidade do Big Box na 408 Norte no último sábado (9/5). A confusão envolveu um funcionário da prevenção de perdas do estabelecimento e um homem que se apresentou como policial.

Leia a nota

“A Universidade de Brasília manifesta solidariedade ao estudante Matheus Kutsumbos, morador da Casa do Estudante Universitário (CEU/UnB), diante do episódio de violência ocorrido em estabelecimento comercial da Asa Norte, conforme relatos divulgados publicamente e informações acompanhadas pela Universidade. A UnB repudia toda forma de violência, racismo, discriminação e violação de direitos humanos. Situações que envolvem agressões físicas, constrangimento, tratamento degradante ou práticas discriminatórias são incompatíveis com os princípios que orientam a Universidade pública, democrática, inclusiva e antirracista.

A Universidade considera especialmente grave que um estudante da instituição, vinculado às políticas de permanência estudantil, tenha sido submetido a uma situação de violência, constrangimento e humilhação. Casos dessa natureza não podem ser naturalizados e exigem resposta firme das instituições, com apuração rigorosa, responsabilização dos envolvidos e compromisso permanente com o enfrentamento ao racismo e à discriminação.

A Reitoria acompanha o caso e reafirma seu compromisso com a defesa da dignidade, da integridade e dos direitos de estudantes, docentes, técnicos, terceirizados e de toda a comunidade universitária. A UnB espera que os fatos sejam devidamente apurados pelos órgãos competentes, assegurando o direito à justiça e à reparação. A Universidade seguirá fortalecendo políticas de permanência, inclusão, combate ao racismo e promoção dos direitos humanos, pilares fundamentais para a construção de uma sociedade democrática e socialmente justa”.

Entenda o ocorrido

Na ocasião, o universitário havia pedido para carregar o celular em uma área do mercado, o que foi atendido por uma fiscal de caixa. Depois disso, o jovem foi abordado por um funcionário da prevenção de perdas de forma agressiva. Após discussão verbal, o funcionário disse para o estudante “resolver com outro cara” e chamou um homem que se apresentou como policial. “Fomos para o lado de fora, e ele [o suposto policial] me desferiu o primeiro tapa”, contou Matheus.

O homem desferiu um segundo tapa no estudante, que decidiu voltar para dentro do supermercado, alegando que sua segurança física estava em risco. Depois, o estudante foi arrastado para fora do mercado e foi atingido por socos e mais tapas.

Ainda segundo Matheus, o funcionário de prevenção de perdas disse que o agressor era um cliente. Nesse momento, testemunhas intervieram e chamaram a polícia. “Eu estava fazendo meu pagamento quando ouvi uma gritaria. Eu não vi especificamente a agressão, mas eu vi a hostilidade de um dos homens que dizia para ele tomar cuidado que ele era policial”, conta Viviane Lima, especialista em relações institucionais e governamentais.

Quando outra testemunha estava ajudando Matheus, o suposto policial falou para a mulher que, se estivesse sentindo pena do estudante, que o levasse para casa. “Falou como se eu não tivesse emprego, como se eu não tivesse onde morar. Eu sei que eu tenho muitas limitações sociais, mas eu tenho onde morar, eu tenho o que comer e eu tenho emprego", destaca o estudante.

Matheus foi à 5ª Delegacia de Polícia e ao Instituto Médico Legal (IML), onde fez exame de corpo de delito. No protocolo entregue ao rapaz, a natureza da ocorrência foi descrita como vias de fato. O estudante questiona isso, pois afirma que não agrediu ninguém.

Posicionamento da empresa

Em nota publicada no último domingo (10/5), o Big Box informou que está apurando, "com rigor", os fatos relacionados ao episódio ocorrido na unidade da Asa Norte. “A empresa reforça que repudia qualquer forma de violência, discriminação ou desrespeito e que está colaborando com as autoridades competentes para o completo esclarecimento do caso. O Big Box reafirma seu compromisso com o respeito, a segurança e a dignidade de todas as pessoas”, diz a nota.

Estagiário sob a supervisão de Ana Sá*

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação