Restaurante Universitário da UnB celebra Semana da África com cardápio típico do continente

Além da homenagem do RU, o evento contará com espaços de encontros, reflexões e valorizações da diversidade cultural e acadêmica de países africanos

Ian Vieira*
postado em 25/05/2026 16:36 / atualizado em 25/05/2026 18:01
Comidas típicas africanas sendo servidas no restaurante universitário da Universidade de Brasília (UnB) -  (crédito: Divulgação/UnB)
Comidas típicas africanas sendo servidas no restaurante universitário da Universidade de Brasília (UnB) - (crédito: Divulgação/UnB)

 A Universidade de Brasília (UnB) está promovendo, até sábado (30/5) a Semana da África 2026. O evento é organizado por estudantes africanos da graduação e da pós-graduação, com apoio de servidores técnicos e docentes da universidade. Neste ano, o tema é “Garantir a Disponibilidade Sustentável de Água e Sistemas de Saneamento Seguro para Alcançar os Objetivos da Agenda 2063”. Programação conta com cardápio de comidas típicas africanas no Restaurante Universitário (RU), debates, reflexões e palestras acerca da cultura africana.

Mafê de frango, comida típica de Senegal e Mali, servido nesta segunda-feira (25/5)
Mafê de frango, comida típica de Senegal e Mali, servido nesta segunda-feira (25/5) (foto: Divulgação/UnB)

Durante o período, os almoços dos restaurantes universitários dos câmpus Darcy Ribeiro, Ceilândia, Gama e Planaltina farão uma imersão cultural por meio da gastronomia africana. Pratos de diferentes nações, como Senegal, Mali, Cabo Verde, Nigéria, África do Sul e Angola, serão servidos. Nesta segunda-feira, foi servido mafê de frango e arroz jollof, comida levemente apimentada e típica da África Ocidental. As opções dos demais dias podem ser vistas nas redes sociais da UnB.

Tatianne Fraga, nutricionista da Universidade de Brasília (UnB)
Tatianne Fraga, nutricionista da Universidade de Brasília (UnB) (foto: Arquivo pessoal)

Para a nutricionista da UnB Tatianne Fraga, os preconceitos acerca da culinária africana em geral provém do desconhecimento sobre a diversidade cultural do continente. "Muitas das nossas preparações têm forte influência africana, apesar de não ser reconhecido. Ingredientes, temperos e modos de preparo bastante comuns na culinária brasileira têm relação direta com essa relevante herança cultural", ressaltou. "A proposta é valorizar a diversidade presente no ambiente universitário".

Além disso, a programação do evento inclui atividades esportivas; culturais; dança; gastronomia; feira de empreendedores negros apresentando tecidos, artesanato e produtos africanos. Além de uma agenda científica composta por palestras e mesas-redondas com pesquisadores das áreas de estudos africanos e educação para as relações étnico-raciais. A programação completa pode ser conferida aqui.

Para o estudante beninense de letras português Gildas Chabi, 27 anos, a importância dessa programação é apresentar aos brasileiros parte da cultura africana. “Quando dizemos que somos africanos, muitos pensam que África é um país e perguntam qual língua se fala. Mas, na verdade, nosso continente contém mais de mil línguas e 54 países”, disse. “Estamos aqui para mostrar nossos valores, culturas e promover a África no geral”.

Norma Diana, 42 anos, coordenadora do Núcleo de estudos afro-brasileiros da Universidade de Brasília (UnB) e João Pedro Sales, 23 anos, estudante de letras japonês
Norma Diana, 42 anos, coordenadora do Núcleo de estudos afro-brasileiros da Universidade de Brasília (UnB) e João Pedro Sales, 23 anos, estudante de letras japonês (foto: CB/D.A.Press/Ian Vieira)

Uma das palestras da manhã desta segunda-feira (25/5) foi feita pela coordenadora do Núcleo de estudos afro-brasileiros da UnB, Norma Diana, 42 anos, que é jamaicana e mora no Brasil há mais de 20 anos. A apresentação ressaltou alternativas para mudança do olhar acerca da crise civilizatória e de impactos da colonização. Norma comentou sobre a temática: “Vivemos numa realidade em que mulheres devem cuidar da casa e das crianças e homens sair para trabalhar. Na comunidade Iorubá (grupo étnico africano) essa separação de gêneros não existia antes dos colonizadores chegarem”.

*Estagiário sob a supervisão de Ana Sá

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  • Norma Diana, 42 anos, coordenadora do Núcleo de estudos afro-brasileiros da Universidade de Brasília (UnB) e João Pedro Sales, 23 anos, estudante de letras japonês
    Norma Diana, 42 anos, coordenadora do Núcleo de estudos afro-brasileiros da Universidade de Brasília (UnB) e João Pedro Sales, 23 anos, estudante de letras japonês Foto: CB/D.A.Press/Ian Vieira
  • Tatianne Fraga, nutricionista da Universidade de Brasília (UnB)
    Tatianne Fraga, nutricionista da Universidade de Brasília (UnB) Foto: Arquivo pessoal
  • Mafê de frango, comida típica de Senegal e Mali, servido nesta segunda-feira (25/5)
    Mafê de frango, comida típica de Senegal e Mali, servido nesta segunda-feira (25/5) Foto: Divulgação/UnB

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