O Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Brasília(DCE-UnB) repudiou a abordagem de um segurança a estudante de engenharia automotiva, Samyla Leite de Queiroz, que vendia lanches no câmpus do Gama. Segundo a universitária, ela foi proibida de comercializar os produtos e obrigada a apresentar sua carteira estudantil. “Eu e outros estudantes vendemos como forma de complementar a renda”, explicou a aluna.
De acordo com a nota de repúdio, foi realizada uma consulta jurídica sobre o assunto e informou que “é possível que a prefeitura do câmpus, no âmbito do seu poder discricionário e de gestão responsável de uso dos espaços do campus, promova o cadastramento dos discentes interessados em comercializar alimentos e artefatos artesanais e autorize a participação em feiras ou eventos culturais esporádicos, desde que tal atividade não prejudique o funcionamento regular do câmpus”.
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O diretor acadêmico do DCE Gama Marcos Bittar defende que a venda de lanches pelos estudantes é uma alternativa, já que só existe o Restaurante Universitário disponível, além de ser uma forma de complemento de renda dos universitários. “A única lanchonete próxima ao campus foi recentemente fechada, e o RU só serve as refeições principais. Para quem estuda o dia inteiro, não tem outra opção. Além disso, a proibição de vendas é uma decisão desmedida” afirmou.
Procurada pelo Correio Braziliense, a assessoria da UnB divulgou uma nota que afirma não ser autorizada a comercialização nos câmpus. Leia na integra:
“A Universidade de Brasília (UnB) informa que não é permitido o comércio regular de alimentos ou outros produtos nos câmpus sem autorização institucional. A Universidade está apurando as circunstâncias da abordagem relatada. As equipes de segurança são orientadas a atuar dentro de suas atribuições, com respeito e urbanidade.
A UnB reconhece que muitos estudantes conciliam a formação acadêmica com atividades de trabalho e geração de renda. Por isso, mantém o diálogo com a comunidade acadêmica para ouvir as demandas e discutir formas de uso dos espaços universitários que sejam compatíveis com as normas da instituição.”