Professores da Universidade de Brasília (UnB) decidiram não entrar em greve. A definição ocorreu em assembleia nesta terça-feira (18/8), na qual a categoria optou por continuar em estado de indicativo de greve e em assembleia permanente.
Com mais de 300 docentes presentes, a decisão foi buscar novas tentativas de negociação com o Mistério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), com a mediação da Advocacia-Geral da União (AGU).
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Segundo Pedro Gontijo, secretário-geral da Associação dos Servidores da UnB (ADUnB), os dados apresentados pelo MGI ainda são insatisfatórios. “A proposta apresentada não foi satisfatória e longe daquilo que a categoria entende ser direito”, afirmou. Gontijo complementou que a mesa de negociação está instalada e que a categoria aposta na possibilidade de avançar nas conversas com o governo.
Entenda as reivindicações
Os professores defendem uma série de pontos para avançar nas negociações. Entre as principais demandas estão a inserção dos professores que não recebem a URP; que não incida a absorção sobre promoções e progressões e o fim dos cortes em parcelas da URP pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para mais de 80 professores aposentados.
Histórico
Professoras e professores da UnB lutam pelo recebimento da URP para toda a categoria há 35 anos. Uma liminar concedida pela ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF) garantiu por quase 20 anos o pagamento da parcela de 26,05% da Unidade de Referência de Preços (URP) aos docentes e servidores da Universidade de Brasília (UnB), suspendendo os cortes determinados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Após a decisão da relatora, o MGI passou a adotar medidas de absorção da parcela, motivando tratativas e mesas de mediação na Câmara de Conciliação da AGU com os representantes dos docentes.