Aos 90 anos, Glória Moura é nomeada professora emérita

Professora é destaque na luta pelos direitos da comunidade quilombola

Correio Braziliense
postado em 01/10/2026 19:03
Professora Maria da Glória  -  (crédito: Crédito Júlio Minasi (secom/unb))
Professora Maria da Glória - (crédito: Crédito Júlio Minasi (secom/unb))

 

A Universidade de Brasília (UnB) concebeu, na última quarta feira (30/09), o título de professora emérita à Maria da Glória Moura, 90 anos. A referência é dada a professores aposentados que tiveram desempenho excepcional em suas carreiras acadêmicas. A solenidade de outorga  contou com a presença da reitora Rozana Reigota Naves, do vice-reitor professor Márcio Muniz de Farias e outros membros do corpo discente de departamentos da UnB.

A professora Glória Moura foi fundadora do Núcleo de estudos afro-brasileiros (Neab) na Universidade de Brasília, fez parte da luta para a  implementação de cotas raciais, colaborou com o projeto Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Territórios Tradicionais (Mespt), atuou diretamente no suporte técnico à comissão do Conselho Nacional de Educação (CNE) no processo de elaboração das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola (DCNEEQ). A professora Maria da Glória foi uma das primeiras professoras negras a ministrar na UnB atuando no Instituto de Artes e no Instituto de Educação e se aposentou em 2006. 

Além de suas atuações como professora, também contribuiu com obras importantes como Uma história do povo kalunga, negro na sociedade brasileira, Brasil/África: como se o mar fosse mentira e Festa dos Quilombos (Editora UnB, 2013) e o capítulo “O Direito à Diferença” que integra o livro Superando o racismo, obra publicada pelo Ministério de Educação. 

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A cerimônia foi marcada por homenagens e discursos feitos por discentes e colaboradores da Universidade. “Receber este título me traz orgulho, mas também renova minha responsabilidade. A luta não terminou. Mesmo aposentada sigo na luta pelos direitos quilombolas e por diversidade, pluralidade e inclusão. A educação só cumpre seu papel quando é instrumento de emancipação e de libertação”, disse a homenageada em seu discurso. 

 

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