Desemprego

Desemprego jovem cai, mas permanecer no primeiro emprego vira o novo desafio

Levantamento do Ministério do Trabalho aponta alta no número de jovens fora da escola e do mercado, com peso maior sobre mulheres negras

Correio Braziliense
postado em 09/09/2026 15:35
O grupo que não estuda nem trabalha, os chamados
O grupo que não estuda nem trabalha, os chamados "nem-nem", subiu de 5,5 milhões no fim de 2025 para 6,2 milhões no início de 2026 - (crédito: Reprodução TV Globo)

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), apresentou em coletiva no Teatro Ciee o Raio-X do Trabalho, retrato do mercado para os 32,9 milhões de jovens brasileiros de 14 a 24 anos no primeiro trimestre de 2026.

O desemprego nessa faixa etária caiu para 13,8% (18 a 24 anos) e 25,1% (14 a 17 anos) — quase metade do pico registrado em 2021 —, mas ainda é 2,4 vezes maior que a média nacional, de 5,8%. A formalização também avançou, para 57,8% dos jovens ocupados. O ponto de alerta é outro: o grupo que não estuda nem trabalha, os chamados "nem-nem", subiu de 5,5 milhões no fim de 2025 para 6,2 milhões no início de 2026, alta que o MTE atribui em grande parte a mulheres negras que deixam escola e trabalho para assumir cuidados familiares e domésticos.

A permanência no emprego também é frágil: 52% dos adolescentes ocupados (14 a 17 anos) ficam menos de um ano no mesmo posto, proporção que cai para 38,2% entre os jovens de 18 a 24 anos — reflexo de alta rotatividade, salários baixos e ocupações pouco qualificadas. Do total de 32,9 milhões de jovens, 12,8 milhões só estudam, 9,6 milhões só trabalham e 4,3 milhões conciliam as duas coisas.

 

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